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    Trialeurodes vaporariorum

    1. Identificação

    • Nome comum: Mosca‑branca‑das‑estufas
    • Nome científico: Trialeurodes vaporariorum Westwood
    • Ordem: Hemiptera
    • Família: Aleyrodidae

    2. Descrição da praga

    • Adultos: pequenos insetos alados (1–1,5 mm), corpo amarelo‑pálido e asas brancas cobertas por cera pulverulenta; voo lento e curto.
    • Ninfas: achatadas, ovais, translúcidas; aderem firmemente à página inferior das folhas.
    • Pupa (4.º ínstar): estrutura oval, mais espessa e opaca, com margens ligeiramente elevadas.
    • Ovos: ovais, inicialmente esbranquiçados, escurecendo com o desenvolvimento.

    3. Hospedeiros principais

    • Hortícolas: tomateiro, pepino, courgette, pimenteiro, feijoeiro, beringela.
    • Ornamentais: poinsettia, gerbera, crisântemo, fúcsia.
    • Outras culturas: morangueiro, tabaco.
    • Espécie altamente polífaga, com dezenas de hospedeiros relevantes em estufa.

    4. Sintomas e danos

    • Amarelecimento e enfraquecimento das folhas devido à sucção de seiva.
    • Produção abundante de melada, favorecendo o desenvolvimento de fumagina.
    • Redução da fotossíntese e do vigor da planta.
    • Danos indiretos: transmissão de vírus, embora menos eficiente que Bemisia tabaci.
    • Em estufas, pode causar perdas significativas de produção.

    5. Ciclo biológico

    • Ciclo rápido em ambiente protegido: 20–30 dias, dependendo da temperatura.
    • Ovos depositados na página inferior das folhas.
    • Desenvolvimento ninfal com 4 ínstares fixos.
    • Adultos vivem 2–4 semanas, com elevada capacidade reprodutiva.
    • Múltiplas gerações anuais; em estufa, ciclo contínuo durante todo o ano.

    6. Monitorização

    • Observação direta da página inferior das folhas para ninfas e pupas.
    • Placas adesivas azuis e amarelas para deteção e contagem de adultos.
    • Monitorização frequente em estufas, sobretudo em períodos quentes.
    • Avaliação da presença de melada e fumagina.
    • Controlo visual de sintomas de stress e declínio das plantas.

    7. Medidas de gestão

    • Culturais: eliminação de restos culturais; uso de redes anti‑insetos; ventilação adequada; evitar excesso de adubação azotada; remoção de folhas muito infestadas.
    • Biológicas: libertação de auxiliares como Encarsia formosa, Eretmocerus eremicus, Amblyseius swirskii, A. montdorensis; conservação de predadores naturais.
    • Proteção integrada: monitorização intensiva; uso de armadilhas adesivas; rotação de modos de ação para evitar resistências; aplicação criteriosa de inseticidas autorizados, direcionada à página inferior das folhas.

    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Trialeurodes vaporariorum.
    • CABI Invasive Species Compendium – Trialeurodes vaporariorum.
    • Byrne, D. N. et al. (1990). Biology and ecology of whiteflies.
    • Stansly, P. A. et al. (2005). Biological control of whiteflies in greenhouse crops.
    • van Lenteren, J. C. et al. (2018). Integrated pest management in protected crops.

     

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