DESDE 1994! Somos especialistas em protecção de plantas em Agricultura Biológica e Produção Integrada.
Alternaria spp. é um grupo de fungos patogénicos amplamente distribuídos, responsáveis por doenças foliares, necroses, manchas escuras e podridões em diversas culturas agrícolas. As doenças mais comuns incluem mancha de Alternaria, queima de Alternaria e pinta preta. As espécies de maior relevância fitopatológica incluem:
Estas espécies podem causar perdas significativas em hortícolas, fruteiras e culturas industriais.
Fungos Ascomycota, ordem Pleosporales, família Pleosporaceae, género Alternaria, descritos por Nees. Caracterizam‑se por conídios multicelulares pigmentados, com septações transversais e longitudinais, hifas escuras, elevada capacidade de sobrevivência em restos culturais e rápida disseminação por vento, salpicos de água e ferramentas agrícolas.
Muitas espécies são polifágicas, podendo infetar mais de 300 espécies vegetais.
Os sintomas causados por Alternaria spp. manifestam‑se sobretudo nas folhas, caules e frutos, iniciando‑se frequentemente como pequenas manchas escuras que evoluem rapidamente. As lesões apresentam zonas concêntricas características, conferindo o aspeto de alvo, e podem expandir‑se até provocar necrose extensa dos tecidos. Em folhas, a doença conduz ao amarelecimento e queda prematura, reduzindo a área fotossintética e o vigor da planta. Em frutos, surgem lesões deprimidas e escurecidas, que podem evoluir para podridões pós‑colheita, especialmente em tomate, citrinos e cenoura. Em condições favoráveis, a progressão é rápida e pode comprometer significativamente a produção.
Alternaria spp. sobrevive em restos culturais infetados, sementes contaminadas e solos com matéria orgânica infetada.
Disseminação:
Infeção:
Ciclo policíclico:
O desenvolvimento de Alternaria spp. é favorecido por ambientes húmidos e temperaturas moderadas, que promovem a germinação dos conídios e a infeção dos tecidos. Humidade relativa elevada, períodos prolongados de molhamento foliar e ventilação insuficiente criam condições ideais para o avanço da doença. Plantas sujeitas a stress hídrico ou nutricional tornam‑se mais suscetíveis, tal como culturas com elevada densidade de plantação. A presença de restos culturais contaminados no solo funciona como fonte contínua de inóculo, permitindo que a doença se estabeleça e se repita ao longo de vários ciclos culturais.
A gestão de Alternaria spp. assenta na redução das condições favoráveis à infeção e na diminuição da presença de inóculo. A prevenção inclui melhorar a ventilação, evitar molhamento foliar prolongado e ajustar a densidade de plantação. A rotação de culturas e a eliminação de restos culturais ajudam a limitar a sobrevivência do patógeno no solo. O uso de sementes certificadas reduz a introdução de inóculo. No âmbito da proteção integrada, recomenda‑se a escolha de variedades menos suscetíveis e a monitorização regular das culturas. O controlo biológico pode ser aplicado com antagonistas autorizados, enquanto o controlo químico deve seguir a regulamentação local e alternar modos de ação para evitar resistências.
Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.
Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).