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    Ocimum basilicum

    1. Identificação e origem

    O manjericão ou basílico (Ocimum basilicum L.), pertencente à família Lamiaceae, é uma planta aromática originária das regiões tropicais da Ásia, especialmente Índia e Sudeste Asiático. A espécie foi difundida ao longo de rotas comerciais para o Médio Oriente, África e Europa, tornando‑se uma das ervas culinárias mais utilizadas no mundo. Existem numerosos cultivares e variedades, diferenciados por aroma, cor, porte e composição de óleos essenciais.

    2. Importância económica

    O manjericão é amplamente utilizado como erva aromática fresca ou seca, essencial na gastronomia mediterrânica, asiática e latino‑americana. É também importante na indústria de óleos essenciais, cosmética, perfumaria e fitoterapia. O óleo essencial é rico em compostos como linalol, eugenol e metil‑chavicol, dependendo do quimiotipo. Os principais produtores incluem Índia, Egito, Estados Unidos, Itália e França.

    3. Caracterização botânica

    Planta herbácea anual (ou perene em climas tropicais), com 30–80 cm de altura. As folhas são opostas, ovadas, de margens inteiras ou ligeiramente serradas, muito aromáticas. As flores são pequenas, brancas ou rosadas, agrupadas em inflorescências terminais. O fruto é um conjunto de quatro núculas pequenas e escuras. O sistema radicular é fasciculado e superficial. A morfologia varia amplamente entre cultivares (folhas verdes, roxas, crespas, largas, pequenas).

    4. Exigências edafoclimáticas

    O manjericão prefere climas quentes, com temperaturas entre 20–30 °C, sendo sensível ao frio e à geada. Desenvolve‑se melhor em solos leves, férteis, bem drenados, ricos em matéria orgânica, com pH entre 6,0 e 7,5. Exige boa luminosidade e rega regular, evitando encharcamento. A floração precoce reduz a qualidade das folhas, sendo comum a remoção das inflorescências para prolongar a produção.

    5. Principais pragas

    • Mosca‑branca (Bemisia tabaci, Trialeurodes vaporariorum): Melada, fumagina e transmissão de viroses.
    • Afídeos (Aphis gossypii, Myzus persicae): Sucção de seiva e deformações foliares.
    • Tripes (Thrips tabaci, Frankliniella occidentalis): Danos em folhas jovens e transmissão de vírus.
    • Ácaros (Tetranychus urticae): Cloroses e teias finas em condições secas.
    • Lagartas (Noctuidae): Desfolha e danos em rebentos.
    • Nemátodos (Meloidogyne spp.): Galhas radiculares e redução do vigor.

    6. Principais doenças

    • Míldio do manjericão (Peronospora belbahrii): Uma das doenças mais graves, causando manchas amarelas e necroses.
    • Oídio (Erysiphe spp.): Revestimento branco e redução da fotossíntese.
    • Podridões radiculares (Pythium spp., Rhizoctonia solani): Murchidão e morte de plântulas.
    • Mancha foliar (Cercospora spp.): Lesões circulares e queda foliar.
    • Vírus (CMV, TuMV): Mosaicos, deformações e redução da produção.

    7. Gestão cultural geral

    Inclui a escolha de cultivares adaptados ao clima local, sementeira em solos bem drenados, rega regular sem encharcamento, controlo de infestantes, monitorização de mosca‑branca, tripes e míldio, e remoção de flores para prolongar a produção vegetativa. A colheita deve ser realizada preferencialmente pela manhã, quando o teor de óleos essenciais é mais elevado.


    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database. Ocimum basilicum – pests and diseases.
    • CABI Invasive Species Compendium. Ocimum basilicum – datasheets.
    • Simon, J. E., Morales, M. R., Phippen, W. B., Vieira, R. F., & Hao, Z. (1999). Basil: A source of aroma compounds and essential oils. In: Janick, J. (Ed.), Perspectives on New Crops and New Uses. ASHS Press.
    • Grayer, R. J., & Kite, G. C. (2004). The diversity of Ocimum. In: Hiltunen, R., & Holm, Y. (Eds.), Basil: The Genus Ocimum. CRC Press.
    • Vieira, R. F., & Simon, J. E. (2006). Chemical characterization of basil cultivars. Journal of Agricultural and Food Chemistry.

     

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