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Feijoa sellowiana

1. Identificação e origem

A feijoa (Feijoa sellowiana O. Berg), atualmente classificada como Acca sellowiana (O. Berg) Burret, pertence à família Myrtaceae. É uma espécie arbustiva ou arbórea originária das regiões subtropicais de altitude do Sul do Brasil, Uruguai, Paraguai e Norte da Argentina. Ocorre naturalmente em ambientes de clima ameno, com invernos frescos e verões moderados, tendo sido introduzida e cultivada em diversas regiões do mundo, incluindo Nova Zelândia, Califórnia, Europa Mediterrânica e Cáucaso.

2. Importância económica

A feijoa é valorizada pelos seus frutos aromáticos, utilizados para consumo fresco, compotas, sumos e produtos gourmet. A Nova Zelândia é o principal país produtor e responsável pela maior parte da seleção varietal moderna. O interesse comercial tem aumentado em regiões mediterrânicas devido à boa adaptação climática, rusticidade e potencial para mercados diferenciados.

3. Caracterização botânica

Arbusto ou pequena árvore perene, de crescimento lento, atingindo 3–6 m de altura. As folhas são opostas, coriáceas, verde‑escuras na página superior e prateadas na inferior. As flores são grandes, vistosas, com pétalas brancas e estames vermelhos abundantes, sendo comestíveis. Os frutos são bagas ovais, de casca verde e polpa aromática, gelatinosa e doce‑ácida, com sementes pequenas e numerosas.

4. Exigências edafoclimáticas

Adapta‑se bem a climas subtropicais e mediterrânicos, tolerando geadas ligeiras e verões moderadamente secos. Prefere solos bem drenados, de textura média, ricos em matéria orgânica e com pH entre 5,5 e 7,0. É sensível ao encharcamento prolongado, mas tolera alguma secura após o estabelecimento. A floração e frutificação beneficiam de invernos frescos e ausência de calor extremo.

5. Principais pragas

  • Mosca‑da‑fruta (Ceratitis capitata): oviposição e danos internos nos frutos.
  • Cochonilhas (Coccoidea): sucção de seiva e produção de melada.
  • Ácaros (Tetranychus spp.): cloroses e redução do vigor.
  • Gorgulhos e lepidópteros ocasionais: danos foliares e perfurações.

6. Principais doenças

  • Antracnose (Colletotrichum spp.): manchas escuras em frutos e folhas.
  • Podridões pós‑colheita (Botrytis cinerea, Rhizopus spp.): deterioração dos frutos armazenados.
  • Cancros e necroses lenhosas (fungos oportunistas): associados a feridas e stress hídrico.
  • Doenças radiculares em solos mal drenados (Phytophthora spp.).

7. Gestão cultural geral

Inclui a escolha de variedades adaptadas ao clima local, plantação em solos bem drenados, rega moderada mas regular durante a frutificação, adubação equilibrada, poda de formação e arejamento da copa, monitorização de pragas e doenças e colheita no ponto ideal de maturação, uma vez que os frutos continuam a amadurecer após a queda natural.


Referências bibliográficas

  • CABI Invasive Species Compendium. Acca sellowiana – datasheets.
  • Morton, J. (1987). Feijoa. In: Fruits of Warm Climates (pp. 393–398).
  • Thorp, G., & Bieleski, R. (2002). Feijoa: Botany, production and uses. New Zealand Feijoa Growers Association.
  • Fischer, G., et al. (2018). Feijoa (Acca sellowiana): A review of its biology and cultivation. Revista Colombiana de Ciencias Hortícolas.
  • EPPO Global Database. Acca sellowiana – pests and diseases.

 

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