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Tecia solanivora

1. Identificação

  • Nome comum: Traça‑dos‑tubérculos‑da‑batateira
  • Nome científico: Tecia solanivora Povolný
  • Ordem: Lepidoptera
  • Família: Gelechiidae

2. Descrição da praga

  • Lagartas esbranquiçadas a rosadas, atingindo 12–15 mm, desenvolvendo‑se exclusivamente no interior dos tubérculos.
  • Adultos pequenos, acastanhados, com asas estreitas e franjadas; envergadura de 12–16 mm.
  • Espécie altamente destrutiva, atacando apenas batateira, tanto no campo como em armazém.
  • Danos severos devido à alimentação interna e à rápida multiplicação em condições favoráveis.

3. Hospedeiros principais

  • Batateira.
  • Não se conhecem hospedeiros alternativos significativos.

4. Sintomas e danos

  • Perfurações de entrada nos tubérculos, geralmente pouco visíveis externamente.
  • Galerias internas extensas, preenchidas com excrementos escuros e tecido destruído.
  • Tubérculos ocos, com odor desagradável e elevada suscetibilidade a podridões secundárias.
  • Perdas muito elevadas em armazenamento devido à rápida disseminação.

5. Ciclo biológico

  • Ovos depositados na superfície do solo, base das plantas ou diretamente nos tubérculos expostos.
  • Lagartas penetram rapidamente nos tubérculos, onde completam todo o desenvolvimento.
  • Pupação no solo, em restos vegetais ou no interior dos armazéns.
  • Adultos emergem ao longo da primavera e verão; várias gerações anuais, aceleradas por temperaturas elevadas.

6. Monitorização

  • Observação de perfurações e galerias internas em tubérculos colhidos.
  • Amostragem de tubérculos em campo e armazém para deteção precoce.
  • Armadilhas de feromona para deteção de adultos e acompanhamento dos picos de voo.
  • Monitorização reforçada em zonas com histórico da praga ou risco de introdução.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: colheita atempada; evitar exposição de tubérculos à superfície; destruição de restos de cultura.
  • Preventivas: utilização de semente certificada; higienização rigorosa de armazéns; controlo de temperatura e ventilação.
  • Biológicas: utilização de feromonas para monitorização e, quando aplicável, técnicas de confusão sexual.
  • Proteção integrada: uso criterioso de inseticidas autorizados no solo ou na cultura; integração com medidas de higiene e armazenamento seguro.

Referências bibliográficas

  • CABI – Invasive Species Compendium – Tecia solanivora.
  • EPPO Global Database – Tecia solanivora.
  • Alford, D. V. (2007). Pest and Disease Management Handbook. Blackwell Publishing.
  • Dangles, O. et al. (2008). Ecology and management of the Guatemalan potato moth. Journal of Applied Entomology, 132, 1–10.
  • Sporleder, M. et al. (2004). Temperature‑dependent development of Tecia solanivora. Environmental Entomology, 33, 1–8.

 

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