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A macieira (Malus domestica Borkh.), pertencente à família Rosaceae, é uma das fruteiras temperadas mais antigas e amplamente cultivadas no mundo. A espécie resulta de um complexo processo de hibridação e domesticação envolvendo sobretudo Malus sieversii (Ledeb.) M.Roem. (Ásia Central) e Malus sylvestris (L.) Mill. (Europa). A domesticação iniciou‑se há mais de 4 000 anos na região do Cazaquistão, com posterior difusão para a Europa, Ásia e, mais tarde, para o continente americano.
A maçã é uma das frutas mais produzidas globalmente, com elevado valor económico e forte presença na indústria alimentar. É consumida fresca, processada (sumos, sidra, purés, desidratados) e utilizada em pastelaria. Os principais produtores incluem China, Estados Unidos, Polónia, Turquia, Itália e França. Em Portugal, destaca‑se a produção nas regiões da Beira Alta, Beira Interior, Oeste e Trás‑os‑Montes, com denominações de origem como Maçã de Alcobaça e Maçã Bravo de Esmolfe.
Árvore caducifólia de porte médio (3–8 m), com copa arredondada e ramos produtivos curtos. As folhas são simples, ovadas, serradas e pubescentes na página inferior. As flores, brancas a rosadas, surgem em corimbos e são essencialmente entomófilas, com forte dependência de polinizadores. O fruto é um pomo, com epicarpo fino, mesocarpo carnudo e sementes alojadas em cinco lóculos. O sistema radicular é relativamente superficial, especialmente quando enxertado em porta‑enxertos ananicantes.
A macieira é típica de climas temperados, necessitando de acumulação de frio invernal (600–1 500 horas < 7 °C, dependendo da cultivar) para quebra da dormência. Prefere temperaturas moderadas durante o crescimento e noites frescas na fase de maturação. Desenvolve‑se melhor em solos profundos, bem drenados, de textura média, com pH entre 6,0 e 7,0. É sensível ao encharcamento e beneficia de rega regular em regiões secas. A escolha do porta‑enxerto influencia vigor, tolerância a solos pesados, resistência a doenças e produtividade.
A gestão da macieira envolve:
Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.
Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
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