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Haplothrips setiger 

1. Identificação

  • Nome comum: Tripes (sem nome comum)
  • Nome científico: Haplothrips setiger Priesner
  • Ordem: Thysanoptera
  • Família: Phlaeothripidae

2. Descrição da praga

  • Espécie de tripes de pequeno tamanho, corpo estreito e escuro.
  • Asas estreitas com franjas longas, típicas da ordem.
  • Ninfas geralmente amareladas, encontradas em folhas jovens e estruturas florais.
  • Alimentação baseada na raspagem de tecidos vegetais e sucção do conteúdo celular.
  • Pode ocorrer em culturas agrícolas e ornamentais, embora com menor impacto que espécies do género Frankliniella.

3. Hospedeiros principais

  • Diversas plantas herbáceas espontâneas.
  • Culturas hortícolas e ornamentais, sobretudo em condições de estufa.
  • Plantas com estruturas florais densas, onde se abriga e alimenta.

4. Sintomas e danos

  • Prateamento e descoloração das folhas devido à destruição das células epidérmicas.
  • Pequenas manchas escuras (excrementos) na superfície das folhas.
  • Deformações ligeiras em folhas jovens e flores.
  • Danos geralmente moderados, mas podem intensificar‑se em ambientes quentes e secos.

5. Ciclo biológico

  • Ovos inseridos nos tecidos vegetais.
  • Ninfas alimentam‑se ativamente nas folhas e flores.
  • Pré‑pupa e pupa no solo ou em detritos vegetais.
  • Ciclo favorecido por temperaturas elevadas e baixa humidade.
  • Possibilidade de várias gerações anuais.

6. Monitorização

  • Observação direta de sintomas e presença de insetos.
  • Armadilhas adesivas azuis ou amarelas para deteção.
  • Amostragem de folhas jovens e flores.
  • Monitorização reforçada em estufas e períodos secos.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: remoção de plantas muito afetadas; controlo de plantas espontâneas; ventilação adequada em estufas.
  • Preventivas: utilização de plantas isentas de pragas; higiene cultural; redes anti‑insetos.
  • Biológicas: utilização de ácaros predadores (Amblyseius swirskii, A. cucumeris) e percevejos predadores (Orius spp.).
  • Proteção integrada: aplicação criteriosa de inseticidas autorizados; rotação de modos de ação; integração com controlo biológico.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Haplothrips setiger.
  • CABI – Invasive Species Compendium – Thysanoptera.
  • Mound, L. A. & Marullo, R. (1996). The Thrips of Central and South America. Memoirs on Entomology International.
  • Kirk, W. D. J. (1997). Feeding behaviour and nutritional requirements of thrips. In: Thrips as Crop Pests.
  • Mound, L. A. & Teulon, D. A. J. (1995). Thysanoptera as phytophagous pests. Annual Review of Entomology.

 

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