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O triticale (× Triticosecale) é um cereal híbrido obtido pelo cruzamento entre o trigo (Triticum spp.) e o centeio (Secale cereale L.). O objetivo da hibridação foi combinar a produtividade e qualidade do trigo com a rusticidade e tolerância a solos pobres do centeio. O desenvolvimento moderno do triticale iniciou‑se no século XX, com cultivares estáveis e férteis atualmente amplamente utilizados em sistemas de produção de sequeiro e regadio.
O triticale é valorizado pela elevada produtividade, boa tolerância ao frio e capacidade de adaptação a solos menos férteis. É utilizado sobretudo para alimentação animal (grão e forragem), silagem e, em menor escala, para panificação e indústria. Em Portugal, tem relevância crescente em sistemas extensivos do Alentejo e regiões interiores, onde se destaca pela boa performance em anos secos e pela estabilidade produtiva.
O triticale apresenta características intermédias entre trigo e centeio. As plantas são anuais, com colmos ocos, folhas lineares e sistema radicular profundo e vigoroso. A inflorescência é uma espiga semelhante à do trigo, mas mais alongada e com maior rusticidade. Os grãos são cariopses de tamanho variável, com teor proteico geralmente superior ao do trigo. A morfologia e o ciclo variam entre cultivares, influenciando a adaptação a diferentes ambientes.
O triticale adapta‑se bem a climas temperados e mediterrânicos, com boa tolerância ao frio e maior resistência à secura do que o trigo. Prefere solos bem drenados, de textura média, com pH entre 5,5 e 7,5. Tolera solos mais pobres e ácidos do que Triticum aestivum. A produtividade é favorecida por precipitação outono‑invernal adequada e temperaturas moderadas durante o enchimento do grão.
A gestão do triticale baseia‑se na escolha de cultivares adaptados ao clima e ao sistema de produção. A rotação de culturas é essencial para reduzir pressão de doenças foliares e do solo. A fertilização deve ser equilibrada, com atenção ao azoto para evitar acamamento. A semente certificada e tratada reduz riscos de doenças iniciais. A monitorização de ferrugens, septoriose e pulgões é crítica em fases sensíveis. A colheita deve ocorrer quando o grão atinge humidade adequada para armazenamento seguro.
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Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
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