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Cannabis sativa

1. Identificação e origem

O cânhamo ou canábis (Cannabis sativa L.) é uma espécie herbácea anual da família Cannabaceae, originária da Ásia Central e do Sul. Ao longo da história, foi cultivada para fibras, sementes, óleo, fins medicinais e, em algumas variedades, para produção de compostos psicoativos. Em contexto agrícola europeu, “cânhamo” refere‑se exclusivamente a variedades com teor muito reduzido de tetrahidrocanabinol (THC), destinadas a usos industriais.

2. Importância económica

O cânhamo industrial tem crescente relevância económica devido à sua versatilidade: fibras têxteis, bioplásticos, materiais de construção, papel, sementes para alimentação e óleo rico em ácidos gordos essenciais. Na União Europeia, o cultivo de canábis para fins medicinais é uma atividade regulamentada, exigindo autorizações específicas e produção em ambiente controlado, com rastreabilidade total e destino exclusivo a entidades autorizadas.

3. Caracterização botânica

Planta anual, de crescimento rápido, podendo atingir 1–4 m de altura. O caule é ereto, fibroso e ramificado dependendo da variedade e do objetivo de cultivo. As folhas são palmadas, compostas por 5–11 folíolos serrados. As plantas são geralmente dióicas, com indivíduos masculinos e femininos separados, embora existam variedades monoicas. As inflorescências femininas produzem aquénios (sementes) ricos em óleo.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas temperados, com boa luminosidade e temperaturas entre 15–27 °C. Necessita de solos profundos, bem drenados, férteis e com pH entre 6,0 e 7,5. É sensível ao encharcamento e beneficia de boa disponibilidade hídrica nas fases iniciais de crescimento. A densidade de plantação varia consoante o objetivo (fibra, semente ou biomassa).

5. Principais pragas

  • Pulgões (Aphididae): sucção de seiva e transmissão de viroses.
  • Mosca‑branca (Aleyrodidae): cloroses e melada.
  • Lagartas desfolhadoras (Noctuidae): danos foliares.
  • Ácaros (Tetranychidae): cloroses e redução de vigor.
  • Nemátodos (Meloidogyne spp.): galhas radiculares e declínio.

6. Principais doenças

  • Oídio (Golovinomyces cichoracearum, Podosphaera macularis): micélio branco nas folhas.
  • Botrytis (Botrytis cinerea): podridão cinzenta em inflorescências.
  • Fusariose (Fusarium spp.): murchidão e necroses vasculares.
  • Damping‑off (Pythium spp., Rhizoctonia spp.): morte de plântulas.
  • Vírus do mosaico do cânhamo (HMV): mosaicos e deformações foliares.

7. Gestão cultural geral

A gestão inclui rotação de culturas, escolha de variedades certificadas e adaptadas, densidade de plantação adequada ao objetivo produtivo, fertilização equilibrada e controlo de infestantes nas fases iniciais. A monitorização regular permite detetar precocemente pragas como pulgões e ácaros. A ventilação adequada e a redução de humidade excessiva ajudam a prevenir oídio e Botrytis.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Cannabis sativa.
  • CABI Crop Compendium – Cannabis sativa.
  • Amaducci, S., et al. (2015). Agronomic performance of industrial hemp. European Journal of Agronomy, 69, 1–9.
  • McPartland, J. M. (1996). A review of cannabis diseases. Journal of the International Hemp Association, 3, 19–23.
  • Salentijn, E. M. J., et al. (2015). The complex genetics of industrial hemp. Plant Breeding, 134, 1–12.

 

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