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Diospyros spp.

1. Identificação e origem

O diospireiro (Diospyros spp.) é um género da família Ebenaceae que inclui várias espécies fruteiras, sendo a mais cultivada o dióspiro japonês (Diospyros kaki L. f.). A espécie é originária da China e do Japão, onde é cultivada há mais de dois mil anos. Produz frutos do tipo baga modificada, conhecidos como dióspiros ou caquis, muito apreciados para consumo em fresco e transformação.

2. Importância económica

O diospireiro tem crescente importância económica em regiões de clima mediterrânico e subtropical. Os frutos são valorizados para consumo em fresco, secagem e indústria alimentar. A cultura tem ganho expressão em Portugal, com expansão de pomares modernos e variedades não adstringentes.

3. Caracterização botânica

Árvore caducifólia de porte médio, com copa arredondada. As folhas são simples, inteiras, brilhantes e coriáceas. As flores são unissexuais ou hermafroditas, dependendo da variedade, e pouco vistosas. O fruto é carnudo, globoso ou achatado, podendo ser adstringente ou não adstringente. O sistema radicular é profundo, mas sensível a solos encharcados.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas temperados quentes, com verões longos e secos. Tolera frio moderado, mas é sensível a geadas tardias, sobretudo em variedades precoces. Desenvolve‑se melhor em solos profundos, bem drenados, ligeiramente ácidos a neutros (pH 6,0–7,0). É relativamente tolerante à secura, mas beneficia de rega regular para garantir calibre e qualidade.

5. Principais pragas

  • Mosca‑da‑fruta (Ceratitis capitata): danos diretos nos frutos.
  • Cochonilhas (Coccoidea): sucção de seiva e produção de melada.
  • Pulgões (Aphididae): enrolamento foliar e transmissão de viroses.
  • Traças (Cryptoblabes gnidiella, Anarsia lineatella): danos em frutos e ramos.
  • Nemátodos (Meloidogyne spp.): galhas radiculares e declínio da planta.

6. Principais doenças

  • Antracnose (Colletotrichum spp.): manchas negras e podridões nos frutos.
  • Alternariose (Alternaria alternata): necroses foliares e podridão pós‑colheita.
  • Podridões radiculares (Phytophthora spp.): murchidão e morte de plantas.
  • Cancro bacteriano (Pseudomonas syringae): necroses e morte de ramos.
  • Mancha foliar por Cercospora spp.: lesões circulares e queda prematura de folhas.

7. Gestão cultural geral

A gestão inclui escolha de variedades adaptadas ao clima local, especialmente quanto à sensibilidade a geadas. A poda deve favorecer a entrada de luz e a renovação de ramos frutíferos. A rega deve ser moderada, evitando encharcamento. A monitorização de mosca‑da‑fruta, cochonilhas e antracnose é essencial para garantir qualidade comercial. A colheita deve ser realizada no ponto ótimo de maturação, evitando danos mecânicos e perdas pós‑colheita.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Diospyros spp.
  • CABI Crop Compendium – Diospyros kaki.
  • Yonemori, K., Sugiura, A., & Yamada, M. (2000). Persimmon. In: Temperate Fruit Crop Breeding. Springer.
  • FAO (2014). Persimmon production and crop management guidelines. FAO Plant Production and Protection Division.
  • Ferguson, L., & Arpaia, M. L. (1990). Horticultural reviews – Persimmon. Wiley.

 

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