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A soja [Glycine max (L.) Merr.] é uma leguminosa anual da família Fabaceae, cultivada principalmente pelos seus grãos ricos em proteína e óleo. A espécie foi domesticada no Leste Asiático, com origem provável na China, e disseminou‑se globalmente ao longo do século XX, tornando‑se uma das culturas mais importantes do mundo em termos de área cultivada e valor económico.
A soja é uma das principais fontes mundiais de proteína vegetal e óleo alimentar, sendo fundamental para a produção de rações, alimentos processados, biocombustíveis e produtos industriais. O farelo de soja é o principal ingrediente proteico na alimentação animal, especialmente em suínos e aves. O óleo é amplamente utilizado na indústria alimentar e química. A cultura desempenha ainda um papel agronómico relevante devido à sua capacidade de fixação biológica de azoto, contribuindo para a fertilidade do solo em rotações agrícolas.
A soja é uma planta anual de porte variável (0,5–1,5 m), com caule ereto ou semiereto, pubescente. As folhas são trifoliadas, alternas, com folíolos ovados a elípticos. As flores são pequenas, de coloração branca a violeta, agrupadas em inflorescências axilares. As vagens são pubescentes, contendo 1 a 4 sementes de forma esférica a elipsoidal, com grande variabilidade de cor (amarelo, castanho, preto). O sistema radicular é pivotante, com abundantes nódulos formados por rizóbios do género Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação de azoto atmosférico.
A soja adapta-se a climas temperados e subtropicais, com temperaturas ótimas entre 20 e 30 °C. É sensível a geadas, sobretudo nas fases iniciais. Prefere solos bem drenados, de textura média, com pH entre 6,0 e 7,0. A cultura exige humidade adequada durante a floração e enchimento das vagens, sendo vulnerável a défices hídricos nestas fases. A inoculação com estirpes eficientes de Bradyrhizobium japonicum é essencial em solos onde a cultura não é tradicional.
A gestão da soja baseia-se na seleção de cultivares adaptados ao fotoperíodo e às condições locais, na inoculação adequada com Bradyrhizobium e na instalação em solos bem drenados. A rotação de culturas é essencial para reduzir a pressão de doenças radiculares e nemátodos. A monitorização de percevejos e ferrugem é crítica, especialmente em ambientes húmidos e quentes. A fertilização deve ser equilibrada, com atenção ao fósforo e potássio, uma vez que a cultura fixa o azoto atmosférico. A colheita deve ser realizada quando as vagens atingem maturação fisiológica e o teor de humidade do grão é adequado para armazenamento.
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Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
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