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    Noctua pronuba

    1. Identificação

    • Nome comum: Traça‑maior‑de‑asa‑inferior‑amarela
    • Nome científico: Noctua pronuba L.
    • Ordem: Lepidoptera
    • Família: Noctuidae

    2. Descrição da praga

    • Lagartas robustas, de coloração castanha a esverdeada, com linhas longitudinais discretas e corpo liso.
    • Adultos com asas anteriores castanhas, com padrões variáveis; asas posteriores amarelas vivas com banda marginal negra, característica marcante da espécie.
    • Espécie polífaga, amplamente distribuída e comum em ambientes agrícolas, jardins e áreas naturais.
    • Lagartas alimentam‑se de folhas e caules tenros, podendo causar danos significativos em culturas hortícolas.
    • Atividade predominantemente noturna.

    3. Hospedeiros principais

    • Culturas hortícolas (alface, couve, espinafre, cenoura).
    • Plantas ornamentais.
    • Gramíneas e plantas espontâneas.
    • Diversas plantas herbáceas cultivadas e silvestres.

    4. Sintomas e danos

    • Perfurações irregulares nas folhas.
    • Desfolha parcial ou severa em ataques intensos.
    • Danos em plântulas e folhas jovens.
    • Presença de lagartas na base das plantas ou no solo durante o dia.
    • Redução do vigor e produtividade das plantas afetadas.

    5. Ciclo biológico

    • Ovos depositados em grupos na vegetação baixa.
    • Lagartas alimentam‑se durante várias semanas, sobretudo à noite.
    • Pupação ocorre no solo, em câmaras pouco profundas.
    • Adultos emergem no verão e outono.
    • Geralmente uma geração por ano, podendo ocorrer mais em climas amenos.

    6. Monitorização

    • Observação direta de lagartas e danos foliares.
    • Procura de lagartas na base das plantas ou no solo.
    • Armadilhas luminosas para deteção de adultos.
    • Monitorização regular em culturas sensíveis durante o verão e outono.

    7. Medidas de gestão

    • Culturais: remoção de plantas infestadas; mobilização superficial do solo; controlo de plantas espontâneas hospedeiras.
    • Preventivas: inspeção frequente de folhas jovens; manutenção de boas práticas de higiene cultural.
    • Biológicas: aplicação de Bacillus thuringiensis em lagartas jovens; promoção de inimigos naturais.
    • Proteção integrada: aplicação criteriosa de inseticidas autorizados quando atingidos limiares de intervenção; integração de medidas culturais e biológicas.

    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Noctua pronuba.
    • CABI – Invasive Species Compendium – Noctua pronuba.
    • Chinery, M. (1993). Collins Guide to the Insects of Britain and Western Europe. HarperCollins.
    • Heath, J. & Emmet, A. M. (1983). The Moths and Butterflies of Great Britain and Ireland. Curwen Press.

     

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