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Anoplophora chinensis

1. Identificação

  • Nome comum: Longicórnio‑preto‑e‑branco‑dos‑citrinos
  • Nome científico: Anoplophora chinensis Forster
  • Ordem: Coleoptera
  • Família: Cerambycidae
  • Estatuto fitossanitário: praga de quarentena na União Europeia.

2. Descrição da praga

  • Adultos: escaravelhos grandes (21–37 mm); corpo preto brilhante com manchas brancas; antenas muito longas com anéis azulados.
  • Larvas: ápodes, creme, corpo cilíndrico e robusto; escavam galerias profundas no tronco e raízes.
  • Pupas: formam‑se dentro das galerias larvares.
  • Ovos: depositados em incisões feitas pelas fêmeas na casca, geralmente na base do tronco.

3. Hospedeiros principais

  • Citrinos: laranjeira, tangerineira, limoeiro, limeira, toranjeira.
  • Outras espécies lenhosas: ácer, bétula, faia, plátano, salgueiro, castanheiro, macieira, pereira, entre muitas outras.
  • Espécie altamente polífaga, com mais de 100 hospedeiros registados.

4. Sintomas e danos

  • Perfurações ovais na casca, associadas à postura.
  • Exsudação de serrim na base do tronco e raízes.
  • Galerias extensas no tronco e raízes, interrompendo o fluxo de seiva.
  • Declínio progressivo da copa, amarelecimento e queda de folhas.
  • Secura de ramos e morte da árvore em ataques severos.
  • Elevado impacto económico em citrinos e espécies ornamentais.

5. Ciclo biológico

  • Ciclo geralmente bianual, podendo variar entre 1 e 3 anos.
  • Ovos depositados no verão; larvas penetram rapidamente na madeira.
  • Desenvolvimento larvar prolongado, com escavação de galerias profundas.
  • Pupação no interior da madeira.
  • Adultos emergem entre maio e outubro, com picos no verão.
  • Invernação como larva dentro da madeira.

6. Monitorização

  • Observação de serrim fresco na base do tronco.
  • Identificação de orifícios de emergência de adultos.
  • Inspeção visual de árvores ornamentais e citrinos em áreas urbanas e agrícolas.
  • Armadilhas de feromonas ainda em desenvolvimento; deteção baseada sobretudo em inspeção.
  • Monitorização obrigatória em zonas demarcadas devido ao estatuto de quarentena.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: remoção e destruição obrigatória de árvores infestadas; eliminação de madeira suspeita; evitar transporte de material lenhoso não tratado.
  • Biológicas: investigação em curso sobre parasitoides e entomopatógenos, ainda sem aplicação operacional.
  • Proteção integrada: monitorização intensiva; intervenção imediata em focos detetados; cumprimento das medidas oficiais de erradicação e restrições de movimentação.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Anoplophora chinensis.
  • CABI Invasive Species Compendium – Anoplophora chinensis.
  • Regulamento (UE) 2016/2031 – Proteção contra pragas de plantas.
  • Regulamento de Execução (UE) 2019/2072 – Lista de pragas de quarentena.
  • Decisões de Execução da UE relativas a Anoplophora chinensis.
  • Hérard, F. et al. (2006). Biology and management of Anoplophora spp.
  • Maspero, M. et al. (2007). Outbreaks of A. chinensis in Europe.

 

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