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O mirtilo (Vaccinium spp.) pertence à família Ericaceae e inclui várias espécies de interesse agrícola, destacando‑se Vaccinium corymbosum L. (mirtilo‑arbustivo alto), Vaccinium angustifolium Aiton (mirtilo‑arbustivo baixo) e Vaccinium myrtillus L.(mirtilo‑silvestre europeu). A origem do grupo situa‑se em regiões temperadas e frias do Hemisfério Norte, com elevada diversidade natural na América do Norte. A domesticação moderna intensificou‑se no século XX, sobretudo nos Estados Unidos, expandindo‑se posteriormente para a Europa, América do Sul e Oceânia.
O mirtilo é valorizado pelo consumo fresco, congelado e transformado (sumos, compotas, produtos nutracêuticos). O mercado global tem crescido rapidamente devido ao elevado teor de antioxidantes, fibras e compostos bioativos. Em Portugal, a cultura tem ganho expressão em pequenas e médias explorações, integrando sistemas intensivos com elevado valor comercial. A nível internacional, os principais produtores incluem Estados Unidos, Canadá, Peru, Chile, Espanha e Polónia.
Arbusto perene, de porte variável conforme a espécie, podendo atingir 0,3–2,5 m de altura. As folhas são simples, alternas, de margens inteiras. As flores são campanuladas, geralmente brancas ou rosadas, reunidas em cachos. O fruto é uma baga azul‑escura, rica em antocianinas. O sistema radicular é superficial, fino e altamente dependente de micorrizas ericoides. As espécies cultivadas apresentam grande variabilidade em vigor, hábito de crescimento, época de floração e tamanho do fruto.
O mirtilo adapta‑se a climas temperados húmidos, com necessidade de horas de frio variável conforme a espécie e cultivar. Prefere solos ácidos (pH 4,0–5,5), bem drenados, ricos em matéria orgânica e com boa capacidade de retenção de água. É sensível ao encharcamento e à salinidade. Requer rega regular, especialmente durante o enchimento dos frutos, e beneficia de cobertura orgânica (mulching) para manutenção da humidade e proteção das raízes superficiais.
A gestão inclui a escolha de cultivares adaptadas ao clima local e às necessidades de frio, instalação em solos ácidos bem drenados, utilização de matéria orgânica e mulching, rega frequente mas sem encharcamento e poda anual para renovação da estrutura produtiva. O controlo de infestantes é essencial devido ao sistema radicular superficial. A monitorização de Drosophila suzukii e doenças fúngicas é fundamental em períodos húmidos. A colheita é realizada manualmente, em várias passagens, quando os frutos atingem coloração azul uniforme.
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Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
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