DESDE 1994! Somos especialistas em protecção de plantas em Agricultura Biológica e Produção Integrada.

30 anos PME Líder’24
Inseticidas Biológicos e Vegetais Fungicidas e Elicitores Confusão Sexual Armadilhas, Atrativos e Feromonas Biofertilizantes

 


Vaccinium spp.

1. Identificação e origem

O mirtilo (Vaccinium spp.) pertence à família Ericaceae e inclui várias espécies de interesse agrícola, destacando‑se Vaccinium corymbosum L. (mirtilo‑arbustivo alto), Vaccinium angustifolium Aiton (mirtilo‑arbustivo baixo) e Vaccinium myrtillus L.(mirtilo‑silvestre europeu). A origem do grupo situa‑se em regiões temperadas e frias do Hemisfério Norte, com elevada diversidade natural na América do Norte. A domesticação moderna intensificou‑se no século XX, sobretudo nos Estados Unidos, expandindo‑se posteriormente para a Europa, América do Sul e Oceânia.

2. Importância económica

O mirtilo é valorizado pelo consumo fresco, congelado e transformado (sumos, compotas, produtos nutracêuticos). O mercado global tem crescido rapidamente devido ao elevado teor de antioxidantes, fibras e compostos bioativos. Em Portugal, a cultura tem ganho expressão em pequenas e médias explorações, integrando sistemas intensivos com elevado valor comercial. A nível internacional, os principais produtores incluem Estados Unidos, Canadá, Peru, Chile, Espanha e Polónia.

3. Caracterização botânica

Arbusto perene, de porte variável conforme a espécie, podendo atingir 0,3–2,5 m de altura. As folhas são simples, alternas, de margens inteiras. As flores são campanuladas, geralmente brancas ou rosadas, reunidas em cachos. O fruto é uma baga azul‑escura, rica em antocianinas. O sistema radicular é superficial, fino e altamente dependente de micorrizas ericoides. As espécies cultivadas apresentam grande variabilidade em vigor, hábito de crescimento, época de floração e tamanho do fruto.

4. Exigências edafoclimáticas

O mirtilo adapta‑se a climas temperados húmidos, com necessidade de horas de frio variável conforme a espécie e cultivar. Prefere solos ácidos (pH 4,0–5,5), bem drenados, ricos em matéria orgânica e com boa capacidade de retenção de água. É sensível ao encharcamento e à salinidade. Requer rega regular, especialmente durante o enchimento dos frutos, e beneficia de cobertura orgânica (mulching) para manutenção da humidade e proteção das raízes superficiais.

5. Principais pragas

  • Drosófila‑de‑asa‑manchada (Drosophila suzukii): oviposição em frutos e podridões subsequentes
  • Pulgões (Aphididae): sucção de seiva e transmissão de viroses
  • Cochonilhas (Coccoidea): enfraquecimento de ramos e produção de melada
  • Ácaros (Tetranychidae): cloroses e redução da fotossíntese
  • Nemátodos (Pratylenchus spp.): danos radiculares e declínio do vigor

6. Principais doenças

  • Cancro‑do‑caule (Botryosphaeria spp.): morte de ramos e redução da produção
  • Podridão‑cinzenta (Botrytis cinerea): infeção de flores e frutos em condições húmidas
  • Antracnose (Colletotrichum spp.): podridões nos frutos e queda prematura
  • Fitóftora (Phytophthora cinnamomi): podridão radicular e morte de plantas
  • Oídio (Microsphaera vaccinii): revestimento branco nas folhas e redução do vigor

7. Gestão cultural geral

A gestão inclui a escolha de cultivares adaptadas ao clima local e às necessidades de frio, instalação em solos ácidos bem drenados, utilização de matéria orgânica e mulching, rega frequente mas sem encharcamento e poda anual para renovação da estrutura produtiva. O controlo de infestantes é essencial devido ao sistema radicular superficial. A monitorização de Drosophila suzukii e doenças fúngicas é fundamental em períodos húmidos. A colheita é realizada manualmente, em várias passagens, quando os frutos atingem coloração azul uniforme.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Vaccinium spp.
  • CABI Crop Protection Compendium – Vaccinium spp.
  • Retamales, J. B., & Hancock, J. F. (2012). Blueberries. CABI Publishing.
  • Lobos, G. A., & Hancock, J. F. (2015). Breeding blueberries for a changing global environment. Journal of the American Society for Horticultural Science, 140(2), 89–100.
  • Scalzo, J., Politi, A., Pellegrini, N., Mezzetti, B., & Battino, M. (2005). Plant genotype affects total antioxidant capacity and phenolic contents in fruit. Nutrition, 21(2), 207–213.

 

Produto Fitofarmacêutico

Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.

  • Adicionar ao Carrinho

    Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
    Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).

    * Campos de preenchimento obrigatório
Subscreva a nossa Newsletter