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Cucumis sativus

1. Identificação e origem

O pepino (Cucumis sativus L.) é uma espécie hortícola anual da família Cucurbitaceae, originária da região do Himalaia e do Norte da Índia. A cultura difundiu‑se amplamente pela Ásia e Europa, sendo atualmente cultivada em todo o mundo, tanto em campo aberto como em estufas. Em Portugal, é uma das principais hortícolas de estufa.

2. Importância económica

O pepino é uma cultura de elevada importância comercial, destacando‑se pela produção contínua, elevada procura no mercado fresco e forte presença em cadeias de distribuição. Em estufa, permite colheitas prolongadas e elevada produtividade. É também utilizado na indústria de conservas (pickles). A cultura tem relevância económica significativa em regiões produtoras como o Algarve, Oeste e Ribatejo.

3. Caracterização botânica

Planta anual, herbácea, de hábito rasteiro ou trepador, com gavinhas e crescimento vigoroso. As folhas são grandes, palmadas e pubescentes. As flores são amarelas, unissexuais, com predominância de flores masculinas nas fases iniciais. Os frutos são alongados, de cor verde, podendo variar em tamanho e textura conforme a cultivar. O sistema radicular é superficial, exigindo rega frequente.

4. Exigências edafoclimáticas

O pepino é uma cultura de clima quente, com temperaturas ideais entre 22–28 °C. É sensível ao frio, sobretudo abaixo de 12 °C. Prefere solos leves, bem drenados, ricos em matéria orgânica, com pH entre 6,0 e 7,0. A cultura exige elevada disponibilidade hídrica e fertilização equilibrada, com destaque para azoto, potássio e cálcio. A humidade relativa elevada favorece o desenvolvimento vegetativo, mas também aumenta o risco de doenças fúngicas.

5. Principais pragas

  • Mosca‑branca (Bemisia tabaci, Trialeurodes vaporariorum): sucção de seiva e transmissão de viroses
  • Pulgões (Aphididae): transmissão de vírus e deformações foliares
  • Ácaros (Tetranychus urticae): cloroses e necroses foliares
  • Tripes (Thysanoptera): prateamento e lesões nos frutos
  • Mosca‑do‑solo (Bradysia spp.): danos radiculares em plântulas
  • Nemátodos (Meloidogyne spp.): galhas radiculares e declínio vegetativo

6. Principais doenças

  • Oídio (Podosphaera xanthii, Erysiphe cichoracearum): manchas brancas e redução da fotossíntese
  • Míldio (Pseudoperonospora cubensis): manchas angulares e necroses
  • Podridões radiculares (Fusarium oxysporum, Pythium spp.): murchidão e morte de plantas
  • Vírus do mosaico do pepino (CMV): mosaicos e deformações
  • Vírus do amarelecimento das nervuras do pepino (CVYV): cloroses e redução da produtividade
  • Antracnose (Colletotrichum orbiculare): manchas foliares e podridões nos frutos

7. Gestão cultural geral

A gestão do pepino inclui a utilização de cultivares resistentes a doenças, condução vertical em estufa, ventilação adequada e rega frequente mas controlada. A fertilização deve ser equilibrada, evitando excessos de azoto que favorecem doenças. O controlo de pragas como mosca‑branca, pulgões e ácaros é essencial para evitar perdas significativas. A colheita é realizada de forma contínua, quando os frutos atingem o tamanho comercial desejado, evitando sobrematuração.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Cucumis sativus
  • CABI – Crop Protection Compendium – Cucumis sativus
  • López‑Gálvez, G., et al. (2020). Greenhouse cucumber production. Acta Horticulturae.
  • FAO (2021). Protected Cultivation of Vegetables.
  • McCreight, J. D., et al. (2019). Diseases of cucurbits. Plant Health Progress.
  • Paris, H. S. (2016). Genetics and Breeding of Cucurbits. CRC Press.

 

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