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Agrius convolvuli

1. Identificação

  • Nome comum: Traça‑falcão‑da‑batata‑doce; Esfinge‑da‑batata‑doce
  • Nome científico: Agrius convolvuli L.
  • Ordem: Lepidoptera
  • Família: Sphingidae

2. Descrição da praga

  • Lagartas robustas, de coloração variável (verde, castanha ou quase negra), com manchas oculares laterais e corno caudal típico dos esfingídeos; atingem 80–100 mm.
  • Adultos de grande dimensão, com asas anteriores acinzentadas e corpo fusiforme; envergadura de 80–120 mm.
  • Espécie migradora, capaz de percorrer longas distâncias.
  • Lagartas alimentam‑se de folhas e caules, podendo causar desfolha significativa.

3. Hospedeiros principais

  • Batata‑doce.
  • Outras Ipomoea spp..
  • Plantas espontâneas da família Convolvulaceae.

4. Sintomas e danos

  • Folhas parcialmente comidas ou totalmente consumidas.
  • Perfurações e cortes irregulares em folhas jovens.
  • Danos em caules tenros, podendo causar murchidão localizada.
  • Em ataques intensos, redução do vigor e da produtividade da cultura.

5. Ciclo biológico

  • Ovos depositados isoladamente na página inferior das folhas.
  • Lagartas desenvolvem‑se ao longo de 3–4 semanas, passando por vários instares.
  • Pupação no solo, em câmaras subterrâneas.
  • Adultos emergem no verão e outono; número de gerações variável, dependendo das condições climáticas e da migração.

6. Monitorização

  • Observação direta de lagartas e danos foliares.
  • Procura de ovos e lagartas jovens na página inferior das folhas.
  • Avaliação regular de parcelas de batata‑doce, sobretudo no verão.
  • Monitorização de adultos através de observação noturna ou armadilhas luminosas (quando aplicável).

7. Medidas de gestão

  • Culturais: remoção manual de lagartas em pequenas áreas; destruição de plantas espontâneas hospedeiras; mobilização superficial do solo para expor pupas.
  • Preventivas: monitorização frequente em períodos de maior risco; evitar excesso de vigor vegetativo.
  • Biológicas: promoção de inimigos naturais (parasitoides e predadores).
  • Proteção integrada: aplicação criteriosa de Bacillus thuringiensis em fases jovens; uso de inseticidas autorizados apenas quando necessário e de acordo com limiares de intervenção.

Referências bibliográficas

  • CABI – Invasive Species Compendium – Agrius convolvuli.
  • EPPO Global Database – Agrius convolvuli.
  • Alford, D. V. (2007). Pest and Disease Management Handbook. Blackwell Publishing.
  • Carter, D. J. (1984). Pest Lepidoptera of Europe. Dr W. Junk Publishers.
  • Robinson, G. S. et al. (2010). Hostplants of the moths of the world. Natural History Museum.

 

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