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Rhizopus stolonifer (Ehrenb.) Vuill. é um fungo saprófita e patogénico oportunista, amplamente distribuído em ambientes agrícolas e pós‑colheita. É responsável por podridões moles rápidas e agressivas em frutos e hortícolas, especialmente em condições de elevada humidade. Esta espécie é uma das principais responsáveis por perdas pós‑colheita em produtos frescos.
Fungo Zygomycota, ordem Mucorales, família Rhizopodaceae, género Rhizopus. Caracteriza‑se por hifas cenocíticas, estolhos, rizóides e esporângios negros contendo esporângiosporos. Apresenta crescimento muito rápido e elevada capacidade de colonização de tecidos feridos ou debilitados.
Os sintomas iniciam‑se com áreas encharcadas e amolecidas, que rapidamente evoluem para podridão aquosa. A superfície do tecido infetado desenvolve um micélio branco, que posteriormente forma estruturas negras correspondentes aos esporângios. A progressão é extremamente rápida, levando ao colapso total do fruto ou hortícola. Em pós‑colheita, a doença é favorecida por ferimentos, humidade elevada e temperaturas moderadas.
Rhizopus stolonifer sobrevive em restos culturais, solo, superfícies contaminadas e estruturas de armazenamento.
Disseminação:
Infeção:
Ciclo policíclico:
O desenvolvimento de Rhizopus stolonifer é favorecido por temperaturas moderadas a altas, elevada humidade, ventilação insuficiente e presença de ferimentos nos frutos. Ambientes de armazenamento com má higiene ou condensação aumentam significativamente a incidência da doença. A progressão é extremamente rápida, podendo destruir lotes inteiros em poucas horas.
A gestão assenta na redução da humidade, melhoria da ventilação e manipulação cuidadosa dos frutos para evitar ferimentos. A higiene rigorosa de caixas, câmaras e superfícies é essencial. A refrigeração reduz a velocidade de desenvolvimento do fungo. O controlo biológico pode ser aplicado com antagonistas autorizados. O controlo químico deve seguir a regulamentação local e ser utilizado apenas quando permitido.
Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.
Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
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