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    Anastrepha ludens

    1. Identificação

    • Nome comum: Mosca‑mexicana‑da‑fruta
    • Nome científico: Anastrepha ludens Loew
    • Ordem: Diptera
    • Família: Tephritidae

    2. Descrição da praga

    • Adultos de 7–11 mm, corpo amarelo‑alaranjado com manchas escuras.
    • Asas com padrão característico em forma de “S” invertido.
    • Larvas brancas, ápodes, desenvolvem‑se no interior dos frutos.
    • Pupas castanhas, formadas no solo.
    • Oviposição sob a epiderme do fruto, através de puncturas visíveis.

    3. Hospedeiros principais

    • Citrinos (especialmente toranja).
    • Manga.
    • Pêssego.
    • Goiaba.
    • Nêspera.
    • Outras fruteiras tropicais e subtropicais suscetíveis.

    4. Sintomas e danos

    • Perfurações na casca devido à oviposição.
    • Amolecimento e descoloração da polpa.
    • Desenvolvimento de galerias larvares.
    • Podridões secundárias.
    • Queda prematura dos frutos.
    • Perdas económicas elevadas e impacto quarentenário significativo.

    5. Ciclo biológico

    • Várias gerações por ano em climas quentes.
    • Adultos longevos, com elevada capacidade reprodutiva.
    • Oviposição em frutos em desenvolvimento.
    • Larvas alimentam‑se da polpa até completarem o desenvolvimento.
    • Pupação no solo, a poucos centímetros de profundidade.
    • Ciclo favorecido por temperaturas elevadas e disponibilidade contínua de frutos.

    6. Monitorização

    • Armadilhas com atrativos alimentares ou específicos para Anastrepha.
    • Instalação antes do início da maturação dos frutos.
    • Contagens semanais para avaliar pressão populacional.
    • Observação de frutos com puncturas de oviposição.
    • Monitorização contínua em áreas de risco quarentenário.

    7. Medidas de gestão

    • Culturais: remoção e destruição de frutos caídos, saneamento rigoroso, eliminação de hospedeiros alternativos e gestão da produção para reduzir fontes de infestação.
    • Biológicas: utilização de parasitoides como Diachasmimorpha longicaudata, conservação de inimigos naturais e aplicação de entomopatógenos em programas específicos.
    • Proteção integrada: captura em massa, sistemas Attract & Kill, iscos proteicos com inseticida autorizado, tratamentos dirigidos quando atingidos os limiares e integração de práticas culturais para manter populações abaixo do nível económico de dano.

    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Anastrepha spp..
    • CABI Invasive Species Compendium – Anastrepha ludens.
    • Hernández, E. et al. (2010). Biology and management of Anastrepha fruit flies.
    • Zucchi, R. A. (2000). Fruit flies in South American horticulture.

     

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