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A azinheira é uma espécie arbórea perene da família Fagaceae, representada principalmente por Quercus ilex L. (azinheira‑do‑Mediterrâneo) e Quercus rotundifolia Lam. (azinheira‑ibérica). Ambas são nativas da região mediterrânica, com ampla distribuição na Península Ibérica, Norte de África e Sul da Europa. São espécies estruturantes dos ecossistemas mediterrânicos, particularmente dos montados e dehesas.
A azinheira tem grande relevância económica e ecológica. Produz bolota, utilizada tradicionalmente na alimentação animal, sobretudo no sistema de montado, onde constitui a base da engorda do porco alentejano. A madeira é densa e resistente, usada em carpintaria, lenha e carvão. As azinheiras desempenham ainda funções essenciais na conservação do solo, regulação hidrológica e manutenção da biodiversidade. Em Portugal, integram sistemas agro‑silvo‑pastoris de elevado valor ecológico e cultural.
Árvore perene, de copa densa e arredondada, atingindo 8–15 m de altura. As folhas são coriáceas, persistentes, de forma oval a elíptica, com margem inteira ou ligeiramente dentada. Q. ilex tende a apresentar folhas mais estreitas e verde‑escuras, enquanto Q. rotundifolia possui folhas mais arredondadas e tom acinzentado. A floração ocorre na primavera, com flores masculinas em amentilhos pendentes e flores femininas discretas. O fruto é a bolota, amadurecendo no outono.
A azinheira é altamente adaptada ao clima mediterrânico, tolerando verões quentes e secos e invernos suaves. Prefere solos profundos, bem drenados e com textura média a franca, mas suporta solos pobres, pedregosos e ligeiramente ácidos. É resistente à seca prolongada, graças ao sistema radicular profundo. É sensível ao encharcamento e a solos compactados, que favorecem doenças radiculares.
A gestão da azinheira integra práticas de conservação do solo, controlo de pastoreio e manutenção da regeneração natural. Recomenda‑se evitar mobilizações profundas e compactação do solo. O pastoreio deve ser controlado para permitir o desenvolvimento de plântulas. A poda deve ser moderada e realizada em períodos secos para reduzir risco de infeções. A monitorização de sintomas de declínio é essencial, especialmente em solos suscetíveis a Phytophthora. A gestão integrada do montado inclui equilíbrio entre árvores, pastagem e carga animal.
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Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
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