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Thaumetopoea pityocampa

1. Identificação

  • Nome comum: Processionária‑do‑pinheiro
  • Nome científico: Thaumetopoea pityocampa Denis & Schiffermüller
  • Ordem: Lepidoptera
  • Família: Notodontidae

2. Descrição da praga

  • Lagartas com corpo castanho‑acinzentado e linhas claras, cobertas de pelos urticantes.
  • Formam ninhos sedosos esbranquiçados nas copas das árvores.
  • Deslocam‑se em “procissão” durante o inverno e início da primavera.
  • Adultos são pequenas borboletas acastanhadas, de voo crepuscular.
  • Espécie com forte impacto florestal e risco para pessoas e animais devido aos pelos urticantes.

3. Hospedeiros principais

  • Pinheiro‑bravo.
  • Pinheiro‑manso.
  • Pinheiro‑silvestre.
  • Pinheiro‑negro.
  • Cedro como hospedeiro ocasional.

4. Sintomas e danos

  • Desfolha intensa, sobretudo no inverno.
  • Redução do vigor e crescimento das árvores.
  • Maior suscetibilidade a outras pragas e doenças.
  • Risco sanitário elevado devido aos pelos urticantes, que causam irritações cutâneas, oculares e respiratórias.
  • Perigo acrescido para animais domésticos, especialmente cães.

5. Ciclo biológico

  • Uma geração por ano.
  • Oviposição no verão nas acículas dos pinheiros.
  • Eclosão no final do verão, com formação de ninhos no outono.
  • Lagartas ativas durante o inverno.
  • Procissão para enterramento e pupação no final do inverno ou início da primavera.
  • Adultos emergem no verão.

6. Monitorização

  • Observação de ninhos sedosos nas copas.
  • Verificação de lagartas em procissão no final do inverno.
  • Monitorização com armadilhas de feromona para deteção de voos.
  • Avaliação da intensidade de desfolha.
  • Registo de zonas de risco para pessoas e animais.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: remoção manual de ninhos quando possível e destruição segura do material recolhido.
  • Biológicas: utilização de Bacillus thuringiensis em períodos adequados.
  • Mecânicas: instalação de armadilhas coletoras das larvas em procissão no tronco.
  • Proteção integrada: monitorização com feromonas, intervenções apenas quando justificadas, aplicação criteriosa de produtos autorizados e gestão adequada das áreas de risco.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Thaumetopoea pityocampa.
  • CABI Invasive Species Compendium – T. pityocampa.
  • DGAV – Programa Operacional de Sanidade Florestal (POSF) (2019).
  • DGAV – Plano de Ação Nacional para o Controlo de Pragas e Doenças Florestais (2019).
  • ICNF – Plano de Ação para a Processionária‑do‑Pinheiro (2018).
  • ICNF – Relatórios de acompanhamento da processionária (2019–2023).
  • Branco, M. et al. (2011). Ecologia e gestão da processionária‑do‑pinheiro.

 

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