DESDE 1994! Somos especialistas em protecção de plantas em Agricultura Biológica e Produção Integrada.
A agricultura vive uma das maiores transições das últimas décadas: a passagem de modelos altamente dependentes de químicos para sistemas mais sustentáveis, resilientes e baseados na fisiologia natural das plantas. Neste contexto, os elicitores surgem como uma das ferramentas mais promissoras — não apenas como complemento, mas como pilar central de programas de proteção integrada e agricultura biológica.
Neste artigo mostramos como os elicitores podem transformar a forma como protege as suas culturas. Vai entender o que são, como funcionam, que benefícios reais trazem no campo e porque estão a tornar‑se indispensáveis para produtores. Se procura soluções mais eficazes, seguras e sustentáveis, este conteúdo é para si.
Os elicitores são substâncias naturais, biológicas, botânicas, minerais ou biotecnológicas capazes de ativar os mecanismos de defesa das plantas. Em vez de atuarem diretamente sobre os agentes perturbadores, funcionam como sinais internos, desencadeando respostas fisiológicas que tornam a planta mais resiliente a:
Depois de compreender o que são, é essencial perceber como atuam dentro da planta.
Ao contrário de outros produtos, os elicitores não atuam diretamente sobre o agente causador: preparam a planta para reagir mais rápido e de forma mais eficaz. Quando aplicados via foliar ou solo, estes são reconhecidos pelos recetores da planta, ativando uma sequência de respostas metabólicas internas de defesa como: ácido salicílico (SA), ácido jasmónico (JA) e etileno (ET).
Estas vias hormonais ativadas são responsáveis por respostas fisiológicas de defesa, tais como:
Este processo ocorre geralmente entre 6 e 24 horas após aplicação, com proteção prolongada por 7 a 14 dias e é descrito como “vacinação ou treino imunológico”, uma analogia que ajuda a compreender o impacto profundo que os elicitores têm na fisiologia das plantas.
Depois de perceber o mecanismo, é útil olhar para os principais indicadores técnicos que ajudam a planear aplicações e otimizar a proteção das culturas:
Os elicitores são hoje uma das ferramentas mais pesquisadas na proteção sustentável das culturas, devido à sua capacidade de ativar defesas naturais e reduzir tratamentos.
Conhecidos os principais parâmetros técnicos, o passo seguinte é selecionar o tipo de elicitor mais adequado ao objetivo da cultura. Cada categoria atua por vias diferentes e oferece vantagens específicas, permitindo ajustar a estratégia de proteção às necessidades da cultura. Abaixo encontra os principais tipos de elicitores, modos de ação e alguns exemplos.
| Tipo | Origem | Modo de ação | Exemplos |
|---|---|---|---|
| Bióticos | Microrganismos; algas; quitina | Ativação SA/JA; indução de fitoalexinas | Quitosano; laminarina |
| Abióticos | Minerais; fosfitos; silício | Reforço estrutural | Fosfito de potássio; silicato |
| Sintéticos naturais | Moléculas sinalizadoras | Imitação de padrões microbianos | Cerevisane |
| Botânicos | Extratos vegetais | Respostas antioxidantes | Extratos fenólicos; terpenos |
| Microbianos | Bactérias benéficas | ISR — resistência sistémica induzida | Bacillus, Trichoderma |
| Hormonais | SA, JA, ET | Ativação direta das vias de defesa | Ácido salicílico; metil jasmonato |
Ao escolher o tipo de elicitor, é importante conhecer os benefícios que cada abordagem pode trazer para a cultura e para o programa de proteção.
Antes de integrar elicitores no seu programa, vale a pena conhecer os benefícios que oferecem e como ajudam a melhorar o desempenho das culturas.
Na prática, estes benefícios traduzem-se em resultados concretos em culturas específicas. A seguir, apresentamos alguns exemplos de aplicação em culturas selecionadas.

- Prevenção de míldio e oídio
- Reforço antes de floração e vingamento
- Redução de tratamentos curativos
- Redução média de míldio: 30%
- Maior integridade foliar em períodos de stress hídrico
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- Aumento da tolerância ao stress hídrico
- Menor suscetibilidade a gafa e lepra
- Melhor resistência ao calor extremo
- Redução de queda prematura de folhas: 10–20%
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- Proteção contra Pythium, Fusarium e Rhizoctonia
- Melhor resposta a salinidade e encharcamento
- Maior uniformidade de crescimento
- Redução de damping off: 25–40%
Saber maisTudo isto mostra que os elicitores não são apenas uma tendência, mas uma mudança estrutural na forma como protegemos as culturas. Ao trabalhar com a fisiologia da planta, os produtores ganham maior estabilidade, resiliência e qualidade ao longo do ciclo.
Se já trabalha com programas de produção integrada ou agricultura biológica, os elicitores podem ser o próximo passo para consolidar resultados.
A Biosani oferece soluções técnicas ajustadas a cada cultura, combinando elicitores e biofertilizantes/bioestimulantes com ação elicitora para reforçar a resiliência, reduzir resíduos e elevar a qualidade das colheitas. Consulte o nosso catálogo de elicitores e biofertilizantes ou contacte-nos para um aconselhamento personalizado.
Perguntas frequentes
Não. Os elicitores atuam preventivamente, ativando defesas internas que reduzem a necessidade de intervenções químicas. Contudo, em situações de alta pressão de infeção, os fungicidas continuam a ser essenciais para garantir controlo eficaz. A combinação de ambos é a estratégia mais estável e sustentável.
Os elicitores iniciam a resposta metabólica entre 6 e 24 horas, dependendo da cultura, do estado fisiológico e da formulação aplicada. A ativação completa das vias SA/JA/ET ocorre geralmente até 48 horas, consolidando o reforço estrutural e a produção de fitoalexinas. Em condições adequadas, a proteção induzida mantém-se por 7 a 14 dias.
Os elicitores não deixam resíduos no produto final e não possuem LMR (Limite Máximo de Resíduos) definidos, uma vez que não são substâncias de ação pesticida direta, mas sim indutores de defesa natural das plantas. Por isso, são totalmente seguros para utilização em agricultura biológica e não apresentam risco de contaminação da colheita.
Sim. Os elicitores são, de forma geral, compatíveis com bioestimulantes e fungicidas de contacto, podendo ser integrados em programas de aplicação. Ainda assim, é essencial consultar sempre a ficha técnica para confirmar compatibilidades específicas e evitar misturas com produtos de reação química ou pH extremos.
Sim. Os elicitores continuam a atuar em condições de stress abiótico, ajudando a planta a reforçar os seus mecanismos naturais de tolerância. Contribuem para maior resistência a seca, calor, salinidade e encharcamento, reduzindo o impacto fisiológico e melhorando a capacidade de recuperação da cultura.
Sim. Os elicitores apresentam excelente desempenho em culturas perenes, onde o uso regular potencia respostas fisiológicas consistentes ao longo do ciclo. Vinha, olival e pomóideas demonstram elevada sensibilidade positiva à aplicação contínua, traduzindo-se em maior vigor, melhor recuperação pós-stress e maior estabilidade produtiva.
Sim, de forma indireta. Ao reduzir o impacto de doenças e stress abiótico, os elicitores promovem maior uniformidade vegetativa, melhor qualidade fisiológica da cultura e ciclos produtivos mais estáveis. Estes efeitos combinados traduzem?se frequentemente em incrementos de produtividade e melhor qualidade comercial.
Não. Os elicitores são seguros para auxiliares e não interferem com a sua atividade. Pelo contrário, ao reduzirem a necessidade de tratamentos agressivos, contribuem para um ambiente mais favorável à instalação e desempenho de predadores e parasitoides utilizados em controlo biológico.
Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.
Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).