DESDE 1994! Somos especialistas em protecção de plantas em Agricultura Biológica e Produção Integrada.
teste
Perguntas Frequentes
Uma exploração em modo de produção biológico deve cumprir o Regulamento (UE) 2018/848, garantindo ausência de pesticidas sintéticos, fertilizantes minerais de alta solubilidade e OGM. É obrigatório implementar rotações diversificadas, práticas de conservação do solo e uso de insumos certificados. Auditorias anuais verificam conformidade documental, registos de campo e rastreabilidade. A certificação só é atribuída após um período de conversão de 24 a 36 meses.
O período de conversão exige que a exploração adote integralmente práticas biológicas antes de ser certificada. Durante estes 2–3 anos, a produtividade pode baixar entre 10% e 25%, dependendo da cultura e da fertilidade inicial do solo. A microbiologia do solo precisa de tempo para estabilizar, especialmente em sistemas anteriormente intensivos. Após a conversão, muitos produtores recuperam níveis produtivos próximos do convencional, mas com maior resiliência ecológica.
São autorizados apenas métodos biológicos, físicos ou biotécnicos, como Bacillus thuringiensis, feromonas, armadilhas cromotrópicas e predadores naturais. O uso de cobre é permitido, mas limitado a 4 kg/ha/ano na UE. A estratégia baseia?se na prevenção: biodiversidade funcional, variedades resistentes e monitorização sistemática. Intervenções curativas só são aplicadas quando o limiar económico de dano é atingido.
A fertilidade é mantida através de adubação orgânica (composto, estrume, biofertilizantes certificados), culturas de cobertura e rotações com leguminosas fixadoras de azoto. A matéria orgânica aumenta a capacidade de retenção de água e a atividade microbiana, podendo elevar o carbono no solo entre 0,2% e 0,4% ao longo de 5 anos. A análise de solo anual é obrigatória para ajustar o plano de fertilização.
Sim, desde que o sistema seja bem planeado. Embora alguns sistemas apresentem menor produtividade inicial, os custos variáveis tendem a ser mais baixos e o preço de mercado é 20% a 40% superior ao convencional. A estabilidade produtiva aumenta com a melhoria da estrutura do solo e redução de perdas por pragas. Estudos europeus mostram margens líquidas superiores em culturas hortícolas e fruteiras biológicas.
São permitidas tecnologias de precisão que não envolvam fatores de produção sintéticos: sensores de humidade, drones para monitorização, mapeamento NDVI, sistemas de rega inteligente e maquinaria de mobilização reduzida. A digitalização melhora a eficiência hídrica até 30% e reduz erros de aplicação de fatores de produção orgânicos. Softwares de rastreabilidade são recomendados para auditorias.
A certificação é realizada por entidades acreditadas segundo ISO/IEC 17065. O processo inclui auditoria documental, inspeção física da exploração, verificação de registos e recolha de amostras. Controles surpresa podem ocorrer quando há risco de incumprimento. A certificação é renovada anualmente e exige prova de conformidade contínua.
A agricultura biológica reduz a contaminação de águas subterrâneas, diminui emissões de N?O em 20% a 40% e aumenta a biodiversidade funcional (polinizadores, inimigos naturais). Solos biológicos apresentam, em média, 30% mais matéria orgânica e maior estabilidade estrutural. Estes fatores contribuem para maior resiliência climática e menor erosão.
Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.
Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).