DESDE 1994! Somos especialistas em protecção de plantas em Agricultura Biológica e Produção Integrada.

30 anos PME Líder’24
Inseticidas Biológicos e Vegetais Fungicidas e Elicitores Confusão Sexual Armadilhas, Atrativos e Feromonas Biofertilizantes

 


Solanum lycopersicum

1. Identificação e origem

O tomateiro (Solanum lycopersicum L.) é uma espécie herbácea anual ou perene de ciclo curto, pertencente à família Solanaceae. É originário da região andina da América do Sul, tendo sido domesticado no México e difundido para a Europa no século XVI. Atualmente é uma das hortícolas mais cultivadas no mundo, tanto em campo aberto como em estufa.

2. Importância económica

O tomate é uma cultura de elevada relevância económica e alimentar, utilizado fresco ou transformado (polpa, concentrado, molho, sumo, desidratados). Em Portugal, tem grande expressão no Ribatejo, Oeste e Alentejo, sobretudo para indústria. O valor económico resulta da elevada procura, diversidade de variedades e importância na cadeia agroalimentar.

3. Caracterização botânica

O tomateiro é uma planta de porte variável (indeterminado ou determinado), com caule herbáceo e pubescente. As folhas são compostas, alternas, com odor característico. As flores são amarelas, hermafroditas, agrupadas em cachos. O fruto é uma baga carnuda, de forma e cor variáveis (vermelho, amarelo, laranja, verde). O sistema radicular é profundo e ramificado, sensível a encharcamento e salinidade.

4. Exigências edafoclimáticas

O tomateiro adapta-se a climas quentes e temperados, com temperaturas ótimas entre 20 e 28 °C. É sensível a geadas, humidade excessiva e variações térmicas bruscas. Prefere solos bem drenados, de textura média, ricos em matéria orgânica, com pH entre 6,0 e 7,0. A cultura exige boa luminosidade e irrigação regular, evitando encharcamento. Em estufa, requer ventilação adequada para reduzir doenças fúngicas.

5. Principais pragas

  • Mosca‑branca (Bemisia tabaci, Trialeurodes vaporariorum) — sucção de seiva e transmissão de viroses
  • Tuta absoluta (Tuta absoluta) — galerias em folhas, caules e frutos
  • Pulgões (Myzus persicae, Aphis gossypii) — sucção de seiva e transmissão de vírus
  • Ácaros (Tetranychus urticae) — descoloração e necroses foliares
  • Nemátodos (Meloidogyne spp.) — galhas radiculares e redução do vigor
  • Lagarta-do-tomate (Helicoverpa armigera) — perfurações em folhas, flores e frutos
  • Lagarta-do-cartucho-beterraba (Spodoptera exigua) — desfolha e danos em frutos jovens

6. Principais doenças

  • Míldio (Phytophthora infestans) — manchas foliares e podridão dos frutos
  • Oídio (Oidium neolycopersici) — revestimento branco e redução da fotossíntese
  • Alternariose (Alternaria solani) — manchas concêntricas em folhas e frutos
  • Fusariose (Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici) — murchidão vascular
  • Verticiliose (Verticillium dahliae) — murchidão e declínio
  • Vírus do mosaico do tomate (ToMV) — mosaicos e deformações
  • Vírus do bronzeamento do tomate (TSWV) — necroses e deformações severas

7. Gestão cultural geral

A gestão do tomateiro baseia-se na escolha de variedades adaptadas ao sistema de produção (campo ou estufa) e resistentes a doenças. A rotação de culturas é essencial para reduzir pressão de fungos do solo e nemátodos. A ventilação e o controlo da humidade são determinantes em estufa. A monitorização de Tuta absoluta, mosca‑branca e pulgões é crítica devido ao risco de viroses. A fertilização deve ser equilibrada, com atenção ao cálcio para prevenir podridão apical. A colheita é realizada consoante o destino (fresco ou indústria), garantindo maturação adequada.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Solanum lycopersicum
  • CABI – Crop Protection Compendium – Solanum lycopersicum
  • Jones, J. B., et al. (2014). Compendium of Tomato Diseases and Pests. APS Press.
  • Hanssen, I. M., & Lapidot, M. (2012). Tomato virus diseases. Advances in Virus Research, 84, 343–404.
  • Bai, Y., & Lindhout, P. (2007). Domestication and breeding of tomatoes: what have we gained and what can we gain in the future? Annals of Botany, 100, 1085–1094.

 

Produto Fitofarmacêutico

Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.

  • Adicionar ao Carrinho

    Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
    Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).

    * Campos de preenchimento obrigatório
Subscreva a nossa Newsletter