DESDE 1994! Somos especialistas em protecção de plantas em Agricultura Biológica e Produção Integrada.
A tamareira (Phoenix dactylifera L.) é uma palmeira perene da família Arecaceae, cultivada principalmente pelos seus frutos (tâmaras). A espécie é originária da região do Crescente Fértil e da Península Arábica, sendo uma das plantas cultivadas mais antigas do mundo, com registos de domesticação superiores a 5 000 anos. É amplamente cultivada em zonas áridas e semiáridas do Norte de África, Médio Oriente e Ásia Meridional.
A tamareira é uma cultura estratégica em regiões áridas, fornecendo alimento, rendimento económico e produtos secundários (folhas, fibras, madeira). As tâmaras são consumidas frescas ou secas e utilizadas na indústria alimentar, confeitaria e produção de xaropes. A cultura tem ainda importância social e ecológica, contribuindo para a estabilização de oásis e para a agricultura tradicional em zonas desérticas. Em alguns países mediterrânicos, incluindo Portugal (sobretudo Algarve), é cultivada como espécie ornamental.
A tamareira é uma palmeira dióica, com tronco único ou múltiplo, podendo atingir 15–25 m de altura. As folhas são pinadas, com 3–5 m de comprimento, formando uma copa densa. As inflorescências são grandes espádices protegidos por espatas lenhosas; as plantas masculinas produzem pólen abundante e as femininas originam cachos de frutos. As tâmaras são drupas alongadas, com polpa açucarada e uma única semente. O sistema radicular é fasciculado, profundo e altamente tolerante à salinidade e à seca.
A tamareira adapta-se a climas áridos e semiáridos, com verões muito quentes (ótimo acima de 35 °C) e invernos suaves. Tolera temperaturas elevadas e baixa precipitação, desde que exista disponibilidade hídrica no solo. Prefere solos profundos, bem drenados, de textura média a arenosa, tolerando salinidade moderada. O pH ideal situa-se entre 7,0 e 8,5. A frutificação exige polinização manual em sistemas comerciais e acumulação térmica elevada.
A gestão da tamareira baseia-se na seleção de cultivares adaptados ao clima local, na manutenção de boa drenagem e na irrigação controlada em regiões áridas. A polinização manual é prática comum para assegurar produtividade e qualidade dos frutos. O controlo do escaravelho‑da‑palmeira e da traça‑da‑palmeira é prioritário, exigindo monitorização contínua e medidas preventivas rigorosas. A remoção de folhas secas e a higiene cultural reduzem a pressão de pragas e doenças. A colheita é realizada em várias passagens, consoante o estádio de maturação desejado (fase intermédia – rutab – ou fase final – tamar).
Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.
Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
