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    Melolontha spp.

    1. Identificação

    • Nome comum: Escaravelho‑maio, larvas-escaravelho, pão-de-galinha
    • Nome científico: Melolontha melolontha (Linnaeus) e Melolontha hippocastani (Fabricius)
    • Ordem: Coleoptera
    • Família: Scarabaeidae

    2. Descrição da praga

    • Adultos: escaravelhos robustos, 20–30 mm; corpo castanho‑avermelhado; élitros castanhos; antenas com lamelas bem desenvolvidas (mais evidentes nos machos).
    • Larvas: brancas, em forma de “C”, cabeça castanha, pernas bem desenvolvidas; atingem 40–50 mm; vivem no solo e são responsáveis pelos principais danos.
    • Pupas: formam‑se no solo, em câmaras pupais.
    • Ovos: depositados no solo, em grupos, a 10–20 cm de profundidade.

    3. Hospedeiros principais

    • Culturas agrícolas: batateira, milho, hortícolas diversas.
    • Fruteiras: pomóideas, prunóideas, pequenos frutos.
    • Vinha.
    • Prados e pastagens.
    • Espécies florestais: carvalho, castanheiro, faia, pinheiro.
    • Larvas são altamente polífagas, alimentando‑se de raízes de muitas plantas.

    4. Sintomas e danos

    • Murchidão e morte de plantas jovens devido ao consumo de raízes.
    • Redução do vigor e crescimento lento em árvores e arbustos.
    • Plantas que se soltam facilmente do solo devido à destruição radicular.
    • Em prados: manchas de relva seca e facilmente destacável.
    • Danos severos em viveiros florestais e agrícolas.
    • Adultos alimentam‑se de folhas, podendo causar desfolha parcial em árvores, mas os danos mais graves são causados pelas larvas.

    5. Ciclo biológico

    • Ciclo plurianual: geralmente 3 a 4 anos, dependendo da espécie e clima.
    • Adultos emergem na primavera (abril–junho), com voos crepusculares.
    • Ovos depositados no solo; eclosão após 4–6 semanas.
    • Larvas passam por 3 ínstares ao longo de vários anos, alimentando‑se de raízes.
    • Pupação ocorre no final do verão do último ano.
    • Invernação como larva (nos primeiros anos) ou como pupa/adulto no solo.

    6. Monitorização

    • Amostragem do solo para deteção de larvas.
    • Observação de danos radiculares em culturas sensíveis.
    • Monitorização de voos de adultos na primavera (armadilhas luminosas ou observação direta).
    • Avaliação de densidade larvar em prados e viveiros.

    7. Medidas de gestão

    • Culturais: mobilização do solo para expor larvas; rotações culturais; evitar instalação de culturas sensíveis em solos com histórico de infestação.
    • Biológicas: utilização de nemátodes entomopatogénicos (Heterorhabditis bacteriophora, Steinernema spp.); promoção de predadores naturais (aves, javalis, ouriços).
    • Proteção integrada: monitorização regular; intervenção dirigida em zonas com elevada densidade larvar; utilização criteriosa de métodos biológicos e culturais.

    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Melolontha melolontha, M. hippocastani.
    • CABI Invasive Species Compendium – Melolontha spp.
    • Jackson, T. A. et al. (2000). Biological control of scarab larvae.
    • Keller, S. et al. (2003). Entomopathogenic nematodes in the control of soil pests.
    • Traugott, M. et al. (2008). Ecology and management of Melolontha species.

     

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