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Ricinus communis

1. Identificação e origem

O rícino (Ricinus communis L.) é uma espécie arbustiva perene da família Euphorbiaceae, cultivada principalmente pelas suas sementes ricas em óleo. A espécie tem origem provável na África Oriental, tendo-se difundido para regiões tropicais e subtropicais. Atualmente é cultivada em larga escala para produção de óleo industrial, mas também ocorre como planta espontânea em ambientes perturbados.

2. Importância económica

O rícino é uma cultura de elevada relevância industrial devido ao óleo de rícino, rico em ácido ricinoleico, utilizado nos setores farmacêutico, cosmético, químico e de lubrificantes. O óleo apresenta propriedades únicas, como elevada viscosidade e estabilidade térmica.
A cultura é valorizada em sistemas de sequeiro, especialmente em regiões semiáridas, devido à sua tolerância à seca e capacidade de produzir em solos pobres. Em vários países integra sistemas de agricultura familiar e cadeias de bioindústria. As sementes contêm ricina, uma toxina altamente perigosa, exigindo cuidados rigorosos no manuseamento.

3. Caracterização botânica

O rícino é uma planta arbustiva perene que pode atingir entre 1,5 e 4 metros de altura, apresentando um caule oco e ereto, frequentemente com tonalidades avermelhadas. As folhas são grandes, palmadas, com 5 a 11 lóbulos, variando entre o verde e o púrpura consoante o cultivar e as condições ambientais. As inflorescências surgem em racemos terminais, contendo flores unissexuais na mesma planta, uma vez que a espécie é monoica. Os frutos são cápsulas triloculares, espinhosas, que encerram três sementes elípticas, brilhantes e com tegumento marmoreado, dotadas de carúncula. O sistema radicular é profundo e vigoroso, conferindo elevada tolerância à seca. As sementes apresentam teores de óleo entre 40 e 55%, sendo a ricina o principal composto responsável pela sua toxicidade.

4. Exigências edafoclimáticas

O rícino adapta-se preferencialmente a climas tropicais e subtropicais, desenvolvendo-se de forma ótima entre 20 e 30 °C e revelando grande sensibilidade a geadas ou temperaturas inferiores a 10 °C. A planta tolera períodos de seca devido ao seu sistema radicular profundo, mas não suporta encharcamento, que favorece doenças radiculares. Prefere solos bem drenados, de textura média a leve, com pH entre 6,0 e 7,5. Em regiões com precipitação moderada e bem distribuída, pode ser cultivado em sequeiro, mantendo ainda assim produtividades satisfatórias.

5. Principais pragas

  • Mosca‑branca (Bemisia tabaci) — sucção de seiva e transmissão de viroses
  • Pulgões (Aphis gossypii, Myzus persicae) — enrolamento foliar e transmissão de vírus
  • Ácaros (Tetranychus urticae) — descoloração, necroses e redução da fotossíntese
  • Lagartas desfolhadoras (Spodoptera spp., Helicoverpa armigera) — danos foliares e nos racemos
  • Percevejos (Nezara viridula) — danos em frutos e sementes
  • Nemátodos (Meloidogyne spp.) — galhas radiculares e redução do vigor

6. Principais doenças

  • Míldio (Phytophthora spp.) — podridão do colo e morte de plântulas
  • Alternariose (Alternaria ricini) — manchas foliares, necroses e desfolha
  • Fusariose (Fusarium oxysporum f. sp. ricini) — murchidão vascular
  • Oídio (Oidium spp.) — revestimento branco e redução da fotossíntese
  • Manchas bacterianas (Xanthomonas spp.) — lesões foliares e necroses
  • Viroses transmitidas por insetos vetores — mosaicos, cloroses e deformações

7. Gestão cultural geral

A gestão do rícino baseia-se na seleção de cultivares adaptados ao clima local e na instalação em solos bem drenados para evitar doenças radiculares. A sementeira é geralmente direta, com espaçamentos amplos devido ao porte da planta. A fertilização deve ser equilibrada, com atenção ao fósforo e potássio para favorecer o desenvolvimento radicular e a produção de óleo.
A monitorização de pragas como mosca‑branca, pulgões e ácaros é essencial, sobretudo em períodos secos. A rotação de culturas e a eliminação de plantas espontâneas de rícino reduzem a pressão de pragas e doenças.
A colheita deve ocorrer quando as cápsulas iniciam a secagem, evitando perdas por deiscência. O manuseamento das sementes exige cuidados rigorosos devido à presença de ricina.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Ricinus communis
  • CABI – Crop Protection Compendium – Ricinus communis
  • Weiss, E. A. (2000). Oilseed Crops. Blackwell Science.
  • Ogunniyi, D. S. (2006). Castor oil: A vital industrial raw material. Bioresource Technology, 97(9), 1086–1091.
  • Salihu, B. Z., et al. (2014). Castor oil plant (Ricinus communis L.): Botany, ecology and uses. International Journal of Science and Research, 3(5), 1333–1341.

 

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