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Hoplocampa minuta e Hoplocampa flava

1. Identificação

  • Nome comum: Mosca‑serra‑da‑ameixa
  • Nome científico: Hoplocampa minuta Christ e Hoplocampa flava L.
  • Ordem: Hymenoptera
  • Família: Tenthredinidae

2. Descrição da praga

  • Adultos pequenos (4–6 mm), corpo amarelo‑acastanhado ou escuro.
  • Asas transparentes com nervação típica dos Tenthredinidae.
  • Larvas esbranquiçadas a verde‑claras, semelhantes a pequenas lagartas.
  • Larvas alimentam‑se no interior dos frutos jovens.
  • Pupação no solo, em casulos resistentes.

3. Hospedeiros principais

  • Ameixeira (principal hospedeiro).
  • Outras espécies de Prunus podem ser afetadas.
  • Danos mais frequentes em pomares tradicionais e pouco intervencionados.

4. Sintomas e danos

  • Perfurações nos frutos jovens logo após a queda das pétalas.
  • Frutos com galerias internas e exsudação de goma.
  • Queda prematura de frutos (“frutos bichados”).
  • Redução significativa da frutificação efetiva.
  • Danos mais severos em anos de floração abundante.

5. Ciclo biológico

  • Uma geração por ano.
  • Adultos emergem na primavera, coincidindo com a floração da ameixeira.
  • Oviposição em flores ou frutos recém‑formados.
  • Larvas desenvolvem‑se no interior dos frutos durante 3–4 semanas.
  • Pupação no solo durante o verão e inverno.
  • Emergência sincronizada com o início da floração seguinte.

6. Monitorização

  • Observação de flores e frutos jovens após a queda das pétalas.
  • Amostragem de frutos para deteção de galerias larvares.
  • Armadilhas brancas ou amarelas para captura de adultos na floração.
  • Registo de datas de floração para prever emergência dos adultos.
  • Monitorização anual para avaliar risco e necessidade de intervenção.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: mobilização superficial do solo no inverno para expor pupas, remoção de frutos atacados e gestão adequada da copa para reduzir microclimas favoráveis.
  • Biológicas: conservação de inimigos naturais, aplicação de entomopatógenos no solo e promoção de parasitoides específicos quando presentes.
  • Proteção integrada: monitorização na floração, utilização de armadilhas para deteção precoce, tratamentos dirigidos apenas no momento crítico pós‑floração e integração de práticas culturais para reduzir a população anual.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Hoplocampa spp..
  • CABI Invasive Species Compendium – Hoplocampa minuta e H. flava.
  • Blommers, L. H. M. et al. (2003). Biology and control of sawflies in stone fruits.
  • Cross, J. V. et al. (1999). Pests of stone fruit in temperate regions.

 

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