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Ceratitis capitata

1. Identificação

  • Nome comum: Mosca‑do‑Mediterrâneo
  • Nome científico: Ceratitis capitata Wiedemann
  • Ordem: Diptera
  • Família: Tephritidae

2. Descrição da praga

  • Adultos com 4–6 mm, corpo amarelo‑acastanhado com padrões escuros.
  • Asas com bandas características, muito visíveis.
  • Larvas brancas, ápodes, desenvolvem‑se na polpa dos frutos.
  • Pupas castanhas, formadas no solo.
  • Ovos depositados sob a epiderme dos frutos maduros ou em maturação.

3. Hospedeiros principais

  • Espécie extremamente polífaga, atacando mais de 200 espécies.
  • Citrinos, pêssego, ameixa, figo, manga, goiaba, pera, maçã, nêspera, entre outros.
  • Preferência por frutos de polpa macia e açucarada.

4. Sintomas e danos

  • Pequenas perfurações na epiderme dos frutos.
  • Amolecimento e descoloração da polpa.
  • Presença de galerias larvares.
  • Queda prematura dos frutos.
  • Perdas económicas muito elevadas em fruteiras de mesa.
  • Facilitação de infeções secundárias por fungos e bactérias.

5. Ciclo biológico

  • Várias gerações por ano, especialmente em climas quentes.
  • Adultos ativos durante grande parte do ano em regiões mediterrânicas.
  • Oviposição em frutos maduros ou em maturação.
  • Larvas desenvolvem‑se em 5–10 dias.
  • Pupação no solo, onde permanecem 1–3 semanas.
  • Ciclo acelerado por temperaturas elevadas e elevada disponibilidade de frutos.

6. Monitorização

  • Armadilhas tipo McPhail com atrativos alimentares.
  • Armadilhas cromotrópicas amarelas.
  • Atrativos específicos (trimedlure) para machos.
  • Contagem semanal de capturas.
  • Amostragem de frutos para deteção de larvas.
  • Monitorização contínua entre primavera e outono.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: recolha e destruição de frutos caídos; remoção de frutos remanescentes após a colheita; saneamento rigoroso do pomar; gestão da vegetação para reduzir locais de abrigo.
  • Biológicas: utilização de parasitoides naturais; aplicação de entomopatógenos no solo; conservação de inimigos naturais; técnicas de inseto estéril (TIE) em programas regionais.
  • Proteção integrada: monitorização contínua; tratamentos isco em períodos críticos; captura massiva com armadilhas; estratégias de atração‑morte; aplicação criteriosa de inseticidas autorizados; integração de práticas culturais para reduzir fontes de infestação.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Ceratitis capitata.
  • CABI Invasive Species Compendium – Ceratitis capitata.
  • Navarro‑Llopis, V. et al. (2013). Control strategies for Mediterranean fruit fly.
  • Ekesi, S. et al. (2006). Fruit fly management in horticulture.

 

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