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Plasmopara viticola

1. Identificação

Plasmopara viticola é o agente causal do míldio da videira, uma das doenças mais destrutivas da cultura. É conhecida internacionalmente como “grapevine downy mildew”, ou “míldio da videira” em português. Afeta folhas, inflorescências e cachos, podendo comprometer totalmente a produção em anos favoráveis ao agente patogénico.

2. Agente causal

Oomiceto do género Plasmopara, descrito por Berk. & Curt., pertencente ao grupo dos pseudofungos. Caracteriza‑se pela produção de esporangióforos ramificados que emergem pela face inferior das folhas, originando o típico “pó branco” do míldio.

3. Hospedeiros principais

  • Videira (Vitis vinifera) — hospedeiro principal
  • Algumas espécies de Vitis selvagens podem atuar como reservatórios
  • Não afeta outras culturas agrícolas de forma relevante

4. Sintomas

  • Manchas de óleo na página superior das folhas
  • Eflorescência branca (esporulação) na página inferior
  • Necroses e queda prematura das folhas
  • Inflorescências e cachos com necrose, murchidão e queda
  • Bagos com podridão castanha e desidratação (“bagos de míldio”)
  • Em ataques severos, perda total da produção

5. Ciclo da doença

  • O agente patogénico passa o inverno sob a forma de oósporos no solo ou nos restos vegetais
  • Na primavera, com chuva e temperaturas amenas, os oósporos germinam e libertam zoósporos
  • A infeção primária ocorre por salpicos de água
  • As infeções secundárias repetem‑se ao longo da estação sempre que existe: Folhagem molhada Temperaturas entre 10–25 °C
  • O ciclo é rápido e explosivo em condições favoráveis

6. Condições favoráveis

  • Chuva frequente e períodos prolongados com humidade foliar
  • Temperaturas amenas (15–25 °C)
  • Vinhas densas e com fraca ventilação
  • Presença de oósporos acumulados no solo
  • Primaveras e verões húmidos

7. Gestão da doença

  • Monitorização fenológica e uso de modelos de previsão
  • Tratamentos preventivos com produtos autorizados, ajustados ao risco
  • Boa ventilação da copa através de podas verdes
  • Gestão do solo para reduzir salpicos (cobertos vegetais, enrelvamento)
  • Remoção de restos infetados após a colheita
  • Variedades com maior tolerância, quando disponíveis
  • Cumprimento das normas de proteção integrada da vinha

Referências bibliográficas

  • EPPO. Diagnostic Protocol PM 7/019: Plasmopara viticola.
  • European Commission. IPM Guidelines for Grapevine.
  • Agrios, G. N. (2005). Plant Pathology. Elsevier.
  • FAO. Downy Mildew Management in Vineyards.

 

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