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Phoracantha semipunctata e Phoracantha recurva

1. Identificação

  • Nome comum: Foracanta, broca‑do‑eucalipto
  • Nome científico: Phoracantha semipunctata Fabricius e Phoracantha recurva Newman
  • Ordem: Coleoptera
  • Família: Cerambycidae

2. Descrição da praga

  • Adultos: Longicórnios de 15–25 mm, corpo alongado, coloração castanha com manchas claras nos élitros; antenas longas, típicas dos cerambicídeos; atividade sobretudo ao entardecer e durante a noite.
  • Larvas: Brancas, cilíndricas, com cabeça castanha; escavam galerias extensas no câmbio e lenho superficial, interrompendo o fluxo de seiva.
  • Pupas: Formadas no interior da madeira, em câmaras pupais ovais.
  • Ovos: Depositados em fendas da casca, preferencialmente em árvores debilitadas ou recentemente cortadas.

3. Hospedeiros principais

  • Eucaliptos, especialmente Eucalyptus globulus e Eucalyptus camaldulensis, mas podem atacar outras espécies do género Eucalyptus.
  • Preferência por árvores debilitadas, recém‑abatidas, queimadas, sujeitas a stress hídrico ou com danos mecânicos.

4. Sintomas e danos

  • Perfurações ovais de emergência na casca e expulsão de serrim.
  • Galerias extensas sob a casca, provocando necrose cambial e interrupção do fluxo de seiva.
  • Secura de ramos e copa, perda de vigor e amarelecimento das folhas.
  • Rachas longitudinais na casca devido à atividade larvar.
  • Em ataques severos, podem causar declínio rápido e morte da árvore, especialmente em povoamentos jovens ou debilitados.
  • Danos significativos em madeira cortada, reduzindo o valor comercial.

5. Ciclo biológico

  • Uma a duas gerações anuais, dependendo da temperatura.
  • Adultos emergem na primavera e verão, sendo atraídos por árvores debilitadas ou madeira fresca.
  • Postura em fendas da casca; larvas desenvolvem‑se durante várias semanas, escavando galerias extensas.
  • Pupação no interior da madeira; adultos emergem através de orifícios ovais.
  • Desenvolvimento favorecido por temperaturas elevadas, secas prolongadas e abundância de madeira fresca ou debilitada.

6. Monitorização

  • Observação de orifícios ovais de emergência e expulsão de serrim.
  • Inspeção de troncos e ramos para deteção de galerias subcorticais.
  • Avaliação da copa para sinais de secura ou perda de vigor.
  • Monitorização reforçada após cortes, tempestades, incêndios ou períodos de stress hídrico.
  • Armadilhas luminosas podem ser usadas para deteção de adultos.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: Remoção e destruição de madeira infestada; descasque rápido de madeira cortada; evitar armazenamento prolongado de madeira fresca; melhoria da vitalidade dos povoamentos.
  • Preventivas: Redução de stress hídrico; evitar ferimentos no tronco; gestão adequada de densidade; evitar cortes em épocas de maior atividade dos adultos.
  • Proteção integrada: Monitorização regular; intervenção apenas quando necessário; práticas que reduzam a atratividade de árvores debilitadas; atenção ao enquadramento legal, dado que Phoracantha spp. são consideradas pragas não‑indígenas relevantes na União Europeia e constam de listas de vigilância fitossanitária ao abrigo do Regulamento (UE) 2016/2031 e do Regulamento de Execução (UE) 2019/2072.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Phoracantha semipunctata e Phoracantha recurva.
  • CABI Invasive Species Compendium – Phoracantha spp.
  • European Commission – Regulamento (UE) 2016/2031 relativo à proteção contra pragas de quarentena.
  • European Commission – Regulamento de Execução (UE) 2019/2072.
  • Paine, T. D. et al. (1995). Biology and management of Phoracantha spp. in eucalyptus plantations.

 

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