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    Solanum tuberosum

    1. Identificação e origem

    A batata (Solanum tuberosum L.) é uma espécie herbácea da família Solanaceae, originária da região andina, sobretudo do atual Peru e Bolívia. A domesticação ocorreu há cerca de 7 000–10 000 anos, a partir de espécies silvestres do complexo S. brevicaule. A cultura foi introduzida na Europa no século XVI e difundiu‑se rapidamente devido ao elevado valor nutricional e adaptabilidade a diferentes condições edafoclimáticas.

    2. Importância económica

    A batata é atualmente a quarta cultura alimentar mais importante do mundo, depois de milho, trigo e arroz. É utilizada para consumo fresco, indústria (batata frita, flocos, amido), alimentação animal e produção de tubérculo‑semente. Em Portugal, é cultivada em várias regiões, com destaque para o litoral Norte e Centro, Açores e algumas zonas do Alentejo. O valor económico resulta da elevada produtividade, versatilidade culinária e importância na segurança alimentar.

    3. Caracterização botânica

    Planta herbácea perene cultivada como anual, com 40–100 cm de altura. Possui caule aéreo ramificado e rizoma subterrâneo que origina estolhos, nos quais se formam os tubérculos. As folhas são compostas, com folíolos ovais. As flores variam de branco a violeta, dependendo da cultivar. Os tubérculos apresentam grande variabilidade em forma, cor da pele e polpa. Os grupos Andigenum e Chilotanum representam os principais conjuntos genéticos cultivados globalmente.

    4. Exigências edafoclimáticas

    A batata prefere climas temperados frescos, com temperaturas ótimas de 15–20 °C. É sensível a geadas e a temperaturas superiores a 30 °C, que reduzem a tuberização. Requer solos soltos, bem drenados, ricos em matéria orgânica e com pH entre 5,0 e 6,5. A disponibilidade hídrica regular é essencial, sobretudo durante a formação e enchimento dos tubérculos.

    5. Principais pragas

    • Traça‑da‑batateira (Phthorimaea operculella): galerias em folhas e tubérculos.
    • Escaravelho‑da‑batateira (Leptinotarsa decemlineata): desfolha severa.
    • Nematodes (Globodera spp., Pratylenchus spp.): danos radiculares e perdas de produtividade.
    • Afídeos (Aphididae): vetores de viroses.
    • Gorgulhos e pragas de armazenamento: deterioração pós‑colheita.

    6. Principais doenças

    • Míldio (Phytophthora infestans): a doença mais destrutiva, causando necroses foliares e podridão de tubérculos.
    • Alternariose (Alternaria solani): manchas concêntricas nas folhas.
    • Vírus Y da batateira (PVY) e vírus do enrolamento da folha (PLRV): redução de vigor e produtividade.
    • Sarna comum (Streptomyces scabies): lesões corticosas nos tubérculos.
    • Podridões por Fusarium spp. e Pectobacterium spp.: perdas em armazenamento.

    7. Gestão cultural geral

    A gestão inclui a utilização de tubérculo‑semente certificado, rotação de culturas para reduzir pressão de pragas e doenças, fertilização equilibrada e rega regular. A amontoa é essencial para proteger os tubérculos da luz e evitar o desenvolvimento de solanina. O controlo preventivo do míldio é crítico em regiões húmidas. A colheita deve ser realizada quando a planta atinge maturidade fisiológica e os tubérculos apresentam pele firme.


    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Solanum tuberosum
    • CABI – Crop Compendium – Solanum tuberosum
    • FAO (2021). Solanum tuberosum – A Promising Crop for Starvation Problem. IntechOpen
    • Hawkes, J. G. (1990). The Potato: Evolution, Biodiversity and Genetic Resources. Belhaven Press
    • Vreugdenhil, D. et al. (Eds.) (2007). Potato Biology and Biotechnology: Advances and Perspectives. Elsevier

     

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