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Medicago sativa

1. Identificação e origem

A luzerna ou alfafa (Medicago sativa L.), pertencente à família Fabaceae, é uma das forrageiras mais antigas e amplamente cultivadas no mundo. A sua origem situa‑se na região da Ásia Ocidental e do Cáucaso, tendo sido difundida para a Europa e restante mundo devido ao seu elevado valor nutritivo e capacidade de adaptação a diversos ambientes. É uma espécie perene, de grande importância em sistemas pecuários e agrícolas sustentáveis.

2. Importância económica

A luzerna é considerada a “rainha das forragens” devido ao seu elevado teor proteico, digestibilidade e valor nutritivo. É utilizada fresca, em feno, silagem ou desidratada para rações. Além do uso pecuário, contribui para a melhoria da fertilidade do solo através da fixação biológica de azoto. Os principais produtores incluem Estados Unidos, Argentina, China, Espanha, França e Itália. Em Portugal, é cultivada sobretudo em zonas irrigadas do Alentejo e Ribatejo.

3. Caracterização botânica

Planta herbácea perene, com 40–90 cm de altura, caule ereto e ramificado. As folhas são trifoliadas, com folíolos obovados e margem serrada no terço superior. As flores são papilionadas, geralmente violetas, agrupadas em inflorescências axilares. As vagens são espiraladas, contendo várias sementes pequenas e reniformes. O sistema radicular é profundo e pivotante, conferindo elevada tolerância à seca.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas temperados e secos, com boa luminosidade. Tolera temperaturas elevadas e geadas moderadas. Desenvolve‑se melhor em solos profundos, bem drenados, de textura média a leve, com pH entre 6,5 e 8,0. É sensível ao encharcamento e à acidez. A luzerna exige boa fertilidade, especialmente em fósforo e potássio, e beneficia de inoculação com Rhizobium meliloti em solos onde não esteja presente.

5. Principais pragas

  • Gorgulho‑da‑luzerna (Hypera postica): perfurações e danos em folhas e rebentos.
  • Afídeos (Acyrthosiphon pisum, Aphis craccivora): sucção de seiva e transmissão de viroses.
  • Lagartas (Noctuidae): desfolha significativa em rebentos jovens.
  • Ácaros (Tetranychus spp.): cloroses e redução da fotossíntese.
  • Nemátodos (Meloidogyne spp., Pratylenchus spp.): galhas radiculares e declínio da produção.

6. Principais doenças

  • Murchidão por Fusarium (Fusarium oxysporum f. sp. medicaginis): necrose vascular e morte de plantas.
  • Antracnose (Colletotrichum trifolii): lesões escuras em caules e folhas.
  • Oídio (Erysiphe spp.): revestimento branco em condições secas.
  • Podridões radiculares (Phytophthora spp., Pythium spp.): murchidão e apodrecimento em solos húmidos.
  • Mancha foliar (Pseudopeziza medicaginis): lesões circulares e queda foliar.

7. Gestão cultural geral

Inclui a escolha de variedades adaptadas ao clima local, correção da acidez do solo, sementeira em solos bem drenados, controlo de infestantes nas fases iniciais e monitorização de pragas como gorgulho‑da‑luzerna e afídeos. A rotação de culturas reduz a pressão de doenças e nemátodos. Os cortes devem ser realizados no início da floração para maximizar qualidade e persistência da cultura.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database. Medicago sativa – pests and diseases.
  • CABI Invasive Species Compendium. Medicago sativa – datasheets.
  • Barnes, R. F., et al. (2003). Forages: An Introduction to Grassland Agriculture. Iowa State Press.
  • Hanson, A. A., Barnes, D. K., & Hill, R. R. (1988). Alfalfa and Alfalfa Improvement. ASA‑CSSA‑SSSA.
  • Radović, J., Sokolović, D., & Marković, J. (2009). Alfalfa – most important perennial forage legume. In: Yadav, S. S., et al. (Eds.), Legumes in the Omic Era. Springer.

 

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