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Philaenus spumarius

1. Identificação

  • Nome comum: Cigarrinha‑espumadora
  • Nome científico: Philaenus spumarius L.
  • Ordem: Hemiptera
  • Família: Aphrophoridae

2. Descrição da praga

  • Adultos: Pequenos hemípteros saltadores (≈ 5–7 mm); coloração muito variável (do amarelo ao castanho‑escuro); asas opacas com padrões irregulares.
  • Ninfas: Vivem envolvidas em massas de espuma branca (“cuspo‑de‑cigarrinha”); corpo mole, esverdeado a amarelado.
  • Ovos: Depositados em fendas de caules e folhas secas de plantas herbáceas.

3. Hospedeiros principais

  • Muito polífaga; alimenta‑se de centenas de espécies herbáceas e arbustivas.
  • Hospedeiros frequentes: leguminosas, gramíneas, urtigas, malvas, diversas espontâneas.
  • Em culturas lenhosas, utiliza plantas herbáceas do sub‑coberto como hospedeiros primários.

4. Sintomas e danos

  • Alimentação por sucção de seiva, geralmente com impacto direto reduzido.
  • Presença de massas de espuma nas plantas herbáceas durante a primavera.
  • Em culturas lenhosas, importância elevada como vetor da Xylella fastidiosa (bactéria xilemática que obstrui os vasos condutores, causando declínio rápido e morte de diversas espécies vegetais).
  • Possível redução de vigor em plantas jovens quando em altas densidades.

5. Ciclo biológico

  • Inverno passado como ovo em vegetação herbácea seca.
  • Eclosão na primavera, com ninfas protegidas por espuma.
  • Desenvolvimento ninfal em 5 ínstares.
  • Adultos surgem no final da primavera e verão.
  • Uma geração anual, podendo prolongar a presença de adultos até ao outono.

6. Monitorização

  • Observação de massas de espuma em plantas herbáceas na primavera.
  • Amostragem de ninfas no sub‑coberto das culturas.
  • Contagem de adultos por batimento ou varredura.
  • Monitorização reforçada em zonas com risco de Xylella fastidiosa.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: Gestão do sub‑coberto herbáceo; controlo mecânico da vegetação antes do pico ninfal; remoção de plantas hospedeiras preferenciais.
  • Biológicas: Conservação de inimigos naturais (predadores generalistas).
  • Proteção integrada: Monitorização regular; evitar operações que provoquem dispersão de adultos; medidas específicas em áreas com Xylella fastidiosa, incluindo gestão rigorosa da vegetação hospedeira.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Philaenus spumarius.
  • CABI Invasive Species Compendium – Philaenus spumarius.
  • EFSA (2019). Biology and ecology of Philaenus spumarius.
  • Cornara, D. et al. (2017). Vector role of Philaenus spumarius in Xylella epidemiology.

 

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