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Phaseolus vulgaris

1. Identificação e origem

O feijão‑comum (Phaseolus vulgaris L.), pertencente à família Fabaceae, é originário da Mesoamérica e dos Andes, onde foi domesticado de forma independente. A espécie disseminou‑se amplamente após a expansão agrícola pré‑colombiana e, mais tarde, com a introdução na Europa e África.

2. Importância económica

É uma das leguminosas alimentares mais importantes do mundo, consumida tanto em grão seco como em vagem (feijão‑verde). Representa uma fonte essencial de proteína vegetal, fibras e micronutrientes. Países como Brasil, México, Índia, China, EUA e vários países africanos destacam‑se na produção e consumo.

3. Caracterização botânica

Planta anual, herbácea, com hábito de crescimento variável (determinado, indeterminado ou trepador). As folhas são compostas trifoliadas. As flores, típicas das Fabaceae, apresentam coloração branca, rosada ou púrpura. As vagens são alongadas, contendo sementes de grande variabilidade morfológica e cromática. O sistema radicular é relativamente superficial, com nódulos fixadores de azoto.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas quentes e moderadamente secos, sendo sensível a geadas e a temperaturas muito elevadas durante a floração. Desenvolve‑se melhor em solos bem drenados, de textura média, férteis e com pH ligeiramente ácido a neutro. É sensível ao encharcamento e à salinidade. Necessita de humidade regular, sobretudo na floração e enchimento das vagens.

5. Principais pragas

  • Gorgulho‑do‑feijão (Acanthoscelides obtectus): perfurações e destruição de sementes armazenadas.
  • Mosca‑branca (Bemisia tabaci): sucção de seiva e transmissão de vírus.
  • Pulgões (Aphis fabae, Myzus persicae): deformações foliares e transmissão de vírus.
  • Ácaros (Tetranychus urticae): cloroses e perda de vigor.
  • Nemátodos das galhas (Meloidogyne spp.): deformações radiculares e redução do crescimento.

6. Principais doenças

  • Antracnose (Colletotrichum lindemuthianum): lesões escuras em folhas, caules e vagens.
  • Ferrugem (Uromyces appendiculatus): pústulas castanhas e desfolha.
  • Míldio (Phytophthora nicotianae var. phaseoli): podridões radiculares e morte de plantas jovens.
  • Podridão‑radicular (Rhizoctonia solani): damping‑off e necroses no colo.
  • Vírus (BCMV, BCMNV): mosaicos, deformações e redução do vigor.

7. Gestão cultural geral

Inclui a escolha de variedades adaptadas e resistentes a doenças, sementeira em solos bem drenados, rotação de culturas com leguminosas e gramíneas, controlo de infestantes, monitorização regular de pragas e doenças e rega equilibrada, evitando encharcamentos. A colheita deve ser ajustada ao destino (grão seco ou vagem fresca), garantindo qualidade e conservação.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database. Phaseolus vulgaris – pests and diseases.
  • CABI Invasive Species Compendium. Phaseolus vulgaris – datasheets.
  • Schwartz, H. F., et al. (2005). Bean Production Problems in the Tropics. CIAT.
  • Singh, S. P. (2001). Broadening the genetic base of common bean. In: S. P. Singh (Ed.), Common Bean Improvement in the Twenty‑First Century (pp. 1–20). Springer.
  • Broughton, W. J., et al. (2003). Beans (Phaseolus spp.) – model food legumes. Plant and Soil.

 

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