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Dioryctria mendacella

1. Identificação

  • Nome comum: Lagarta‑das‑pinhas
  • Nome científico: Dioryctria mendacella (Staudinger)
  • Ordem: Lepidoptera
  • Família: Pyralidae

2. Descrição da praga

  • Adultos: Traças de 22–28 mm de envergadura, asas anteriores castanho‑acinzentadas com padrões irregulares mais claros; asas posteriores esbranquiçadas.
  • Larvas: Lagartas castanho‑avermelhadas a acastanhadas, com cabeça escura; desenvolvem‑se no interior das pinhas, ramos jovens e gomos.
  • Pupas: Formadas no interior das pinhas ou em abrigos resinosos.
  • Ovos: Depositados isoladamente ou em pequenos grupos na base das escamas das pinhas ou em gomos jovens.

3. Hospedeiros principais

  • Pinheiros, especialmente Pinus pinea, P. pinaster, P. halepensis e outras espécies mediterrânicas.
  • Preferência por pinhas jovens e tecidos reprodutivos.

4. Sintomas e danos

  • Perfurações e galerias nas pinhas, com exsudação de resina.
  • Pinhas destruídas internamente, com queda prematura.
  • Redução significativa da produção de pinhão em ataques repetidos.
  • Danos em gomos e ramos jovens, podendo afetar o crescimento.
  • Presença de serrim e resina endurecida nas zonas atacadas.

5. Ciclo biológico

  • Uma geração anual, podendo ocorrer variações regionais.
  • Adultos ativos no verão; postura nas pinhas jovens.
  • Larvas desenvolvem‑se no interior das pinhas durante vários meses.
  • Pupação no interior das pinhas ou em câmaras resinosas.
  • Desenvolvimento favorecido por verões quentes e elevada disponibilidade de pinhas jovens.

6. Monitorização

  • Observação de pinhas com exsudação de resina e serrim.
  • Abertura de pinhas suspeitas para deteção de larvas e galerias.
  • Monitorização de gomos jovens em povoamentos com historial da praga.
  • Armadilhas luminosas podem auxiliar na deteção de adultos.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: Remoção e destruição de pinhas infestadas; redução de focos locais; gestão adequada da densidade para promover vigor das árvores; evitar stress hídrico.
  • Biológicas: Utilização de microrganismos entomopatogénicos autorizados; aplicação de bioinseticidas microbianos; conservação de inimigos naturais através de práticas culturais adequadas.
  • Proteção integrada: Monitorização regular; intervenção apenas quando necessário; práticas que reduzam a sobrevivência de larvas no interior das pinhas e a disponibilidade de material reprodutivo suscetível.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Dioryctria mendacella.
  • CABI Invasive Species Compendium – Dioryctria mendacella.
  • Roques, A. (1999). Insects and Diseases of Mediterranean Forest Systems.
  • Mutuura, A. & Munroe, E. (1972). Taxonomy and distribution of the genus Dioryctria. Memoirs of the Entomological Society of Canada.
  • Cadahia, D. (1980). Plagas de los pinares españoles. ICONA, Madrid.

 

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