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    Hillebrandia sandwicensis e Begonia spp.

    1. Identificação e origem

    As begónias pertencem maioritariamente ao género Begonia L., um dos maiores géneros de plantas com flor, com mais de 2 000 espécies distribuídas sobretudo em regiões tropicais e subtropicais. Paralelamente, existe Hillebrandia sandwicensis (A. Gray) Oliv., a única espécie do género Hillebrandia, endémica do Havai e filogeneticamente distinta, embora pertencente à mesma família (Begoniaceae).
    As Begonia spp. têm origem diversa, com centros de diversidade na América Central e do Sul, África tropical e Sudeste Asiático.

    2. Importância económica

    As begónias são amplamente utilizadas como plantas ornamentais, tanto em interior como em exterior, devido à grande diversidade de formas, cores e padrões foliares, bem como à floração prolongada. Incluem grupos de elevado valor comercial, como as begónias tuberosas, rizomatosas e fibrosas. São importantes no mercado global de ornamentais, com produção intensiva em viveiros e estufas. H. sandwicensis, por ser rara e endémica, tem importância sobretudo científica e conservacionista.

    3. Caracterização botânica

    As Begonia spp. são plantas herbáceas, subarbustivas ou, raramente, arbustivas, com folhas geralmente assimétricas, frequentemente ornamentais. Podem apresentar caules fibrosos, rizomas ou tubérculos, dependendo do grupo. As flores são unissexuais, com plantas monoicas, e apresentam tépalas coloridas. Os frutos são cápsulas aladas contendo numerosas sementes.
    H. sandwicensis distingue‑se por possuir características morfológicas únicas dentro da família, incluindo flores com simetria mais marcada e diferenças anatómicas no ovário e nas tépalas.

    4. Exigências edafoclimáticas

    As begónias preferem ambientes húmidos, sombreados ou de luz filtrada, com temperaturas amenas (18–24 °C). São sensíveis ao frio e ao excesso de luz direta. Requerem substratos bem drenados, ricos em matéria orgânica e com pH ligeiramente ácido. A rega deve ser regular, evitando encharcamentos que favorecem podridões.
    H. sandwicensis ocorre naturalmente em ravinas húmidas e sombrias de florestas montanas havaianas, exigindo elevada humidade atmosférica e solos ricos em matéria orgânica.

    5. Principais pragas

    • Pulgões (Aphididae): sucção de seiva e transmissão de viroses.
    • Mosca‑branca (Bemisia tabaci): cloroses e produção de melada.
    • Ácaros (Tetranychidae): manchas cloróticas e redução de vigor.
    • Tripes (Thrips spp.): danos em folhas e flores.
    • Caracóis e lesmas: perfurações foliares, sobretudo em ambientes húmidos.

    6. Principais doenças

    • Oídio (Erysiphe spp.): micélio branco nas folhas.
    • Podridões por Pythium, Phytophthora e Rhizoctonia: morte de plântulas e podridão radicular.
    • Botrytis (Botrytis cinerea): necroses em folhas e flores em ambientes húmidos.
    • Bactérias (Xanthomonas spp.): manchas foliares e necroses marginais.
    • Vírus (Begomovirus, CMV): mosaicos e deformações foliares.

    7. Gestão cultural geral

    A gestão inclui seleção de cultivares adaptadas ao ambiente de cultivo, utilização de substratos bem drenados, rega controlada e ventilação adequada para reduzir doenças fúngicas. A remoção de folhas velhas e a limpeza sanitária são essenciais. Em produção comercial, a propagação é frequentemente realizada por estacas foliares, caulinares ou divisão de rizomas. O controlo de pragas deve privilegiar métodos preventivos e monitorização regular.


    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Begonia spp..
    • CABI – Invasive Species Compendium – Begonia spp..
    • FAO (2020). Horticultural Crops – Global Production Data. FAOSTAT.
    • Hughes, M., & Moonlight, P. (2021). Begonia: Diversity, Evolution and Conservation. Kew Publishing.
    • Wagner, W. L., Herbst, D. R., & Sohmer, S. H. (1999). Manual of the Flowering Plants of Hawai‘i. University of Hawai‘i Press.

     

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