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    Cucumis melo

    1. Identificação e origem

    O melão (Cucumis melo L.), pertencente à família Cucurbitaceae, é uma espécie originária da África Oriental e do Sudoeste Asiático, com domesticação ocorrida há mais de 4 000 anos. A espécie apresenta grande diversidade genética e morfológica, incluindo grupos como cantalupo, gália, pele‑de‑sapo, honeydew, charentais e outros tipos regionais.
    A difusão histórica ocorreu através de rotas comerciais mediterrânicas e asiáticas, tornando‑se uma das principais cucurbitáceas cultivadas globalmente.

    2. Importância económica

    O melão é amplamente consumido fresco, em saladas, sobremesas e sumos, sendo valorizado pelo sabor doce, aroma e elevado teor de água.
    Os principais produtores incluem China, Turquia, Irão, Índia, Espanha, Brasil e Estados Unidos. O mercado internacional privilegia frutos com elevada doçura (°Brix), boa conservação pós‑colheita e resistência ao transporte.

    3. Caracterização botânica

    Planta herbácea anual, rasteira ou trepadora, com caules longos, ramificados e pilosos. As folhas são grandes, arredondadas ou lobadas, com textura áspera. As flores são amarelas, unissexuais, com polinização predominantemente entomófila.
    O fruto é uma baga modificada (pepo), com casca variável (lisa, reticulada, rugosa), polpa suculenta de coloração branca, verde, amarela ou laranja, e sementes numerosas.
    O sistema radicular é profundo e bem adaptado a solos secos.

    4. Exigências edafoclimáticas

    O melão adapta‑se a climas quentes e secos, com temperaturas ideais entre 25–35 °C. É sensível ao frio e não tolera geadas.
    Prefere solos leves, bem drenados, de textura arenosa a franco‑arenosa, com pH entre 6,0 e 7,5.
    Exige elevada luminosidade e rega controlada, evitando encharcamento, especialmente na fase de maturação, para prevenir rachaduras e perda de qualidade.

    5. Principais pragas

    • Mosca‑branca (Bemisia tabaci): Melada, fumagina e transmissão de viroses.
    • Afídeos (Aphis gossypii, Myzus persicae): Sucção de seiva e transmissão de vírus.
    • Tripes (Frankliniella occidentalis, Thrips tabaci): Danos em folhas e flores.
    • Ácaros (Tetranychus urticae): Cloroses e teias finas em condições secas.
    • Lagartas (Noctuidae): Desfolha e danos em rebentos.
    • Nemátodos (Meloidogyne spp., Pratylenchus spp.): Galhas radiculares e redução do vigor.

    6. Principais doenças

    • Míldio (Pseudoperonospora cubensis): Manchas angulares e necroses foliares.
    • Oídio (Podosphaera xanthii, Erysiphe cichoracearum): Revestimento branco e redução da fotossíntese.
    • Antracnose (Colletotrichum orbiculare): Lesões foliares e podridões em frutos.
    • Fusariose (Fusarium oxysporum f. sp. melonis): Murchidão vascular e morte de plantas.
    • Podridão‑da‑haste (Didymella bryoniae): Cancros em caules e podridões em frutos.
    • Vírus (WMV, ZYMV, CMV): Mosaicos, deformações e redução da produção.

    7. Gestão cultural geral

    Inclui a escolha de cultivares adaptados ao clima local, sementeira em solos bem drenados, rotação de culturas para reduzir pressão de doenças e nemátodos, controlo de infestantes, rega regular sem encharcamento e monitorização de míldio, oídio e mosca‑branca.
    A polinização deve ser assegurada com colmeias. A colheita é realizada quando o fruto atinge aroma característico, mudança de cor da casca e desprendimento natural do pedúnculo (dependendo do grupo varietal).


    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database. Cucumis melo – pests and diseases.
    • CABI Invasive Species Compendium. Cucumis melo – datasheets.
    • Robinson, R. W., & Decker‑Walters, D. S. (1997). Cucurbits. CAB International.
    • Pitrat, M. (2016). Melon. In: Handbook of Plant Breeding – Vegetables. Springer.
    • FAO (2019). Melon production statistics.

     

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