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Prays oleae

1. Identificação

  • Nome comum: Traça‑da‑oliveira
  • Nome científico: Prays oleae Bernard
  • Ordem: Lepidoptera
  • Família: Praydidae

2. Descrição da praga

  • Lagartas pequenas, de coloração branco‑creme a verde‑amarelada, com cabeça castanha.
  • Adultos de pequenas dimensões (cerca de 12–14 mm de envergadura), com asas anteriores acinzentadas e padrão finamente mosqueado.
  • Asas posteriores estreitas e franjadas.
  • Espécie com três gerações anuais distintas: geração filófaga (folhas), geração antófaga (flores) e geração carpófaga (frutos).
  • Ataca sobretudo folhas jovens, inflorescências e frutos em desenvolvimento.

3. Hospedeiros principais

  • Oliveira.
  • Zambuzeiro e outras Oleaceae podem ser ocasionalmente afetadas.

4. Sintomas e danos

  • Geração filófaga: galerias nas folhas jovens, perfurações e enrolamento parcial.
  • Geração antófaga: destruição de botões florais e flores, reduzindo significativamente o vingamento.
  • Geração carpófaga: perfurações no fruto, galerias internas e queda prematura da azeitona.
  • Danos severos podem comprometer a produção anual, sobretudo quando coincidem com condições favoráveis ao desenvolvimento da praga.

5. Ciclo biológico

  • Três gerações por ano, sincronizadas com o ciclo fenológico da oliveira.
  • Ovos depositados em folhas, botões florais ou frutos, consoante a geração.
  • Lagartas desenvolvem‑se no interior de folhas, flores ou frutos.
  • Pupação ocorre geralmente na vegetação ou em abrigos na copa.
  • Adultos emergem de forma escalonada, com picos populacionais característicos de cada geração.

6. Monitorização

  • Observação de galerias nas folhas jovens (geração filófaga).
  • Contagem de flores danificadas e presença de lagartas nas inflorescências (geração antófaga).
  • Amostragem de frutos jovens para deteção de perfurações e galerias (geração carpófaga).
  • Armadilhas de feromona para deteção e acompanhamento dos voos.
  • Avaliação da percentagem de órgãos afetados em cada fase fenológica.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: remoção de ramos secos, melhoria da ventilação da copa e gestão adequada da carga produtiva.
  • Preventivas: escolha de variedades menos suscetíveis e práticas que favoreçam o equilíbrio vegetativo.
  • Biológicas: conservação de parasitoides naturais, como Chelonus elaeaphilus, e utilização de produtos biológicos seletivos.
  • Proteção integrada: monitorização com feromonas, definição de limiares de intervenção específicos para cada geração e aplicação criteriosa de inseticidas autorizados.

Referências bibliográficas

  • CABI – Invasive Species Compendium – Prays oleae.
  • EPPO Global Database – Prays oleae.
  • Bento, A., Torres, L., & Lopes, J. (2001). A traça‑da‑oliveira Prays oleae: biologia e controlo. Revista de Ciências Agrárias, 24, 45–54.
  • Tzanakakis, M. E. (2003). Seasonal development and dormancy of insects and mites feeding on olive. Entomologia Hellenica, 15, 47–77.

 

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