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    Alnus glutinosa

    1. Identificação e origem

    Alnus glutinosa (L.) Gaertn. é uma espécie arbórea da família Betulaceae, conhecida como amieiro. É nativa da Europa, Norte de África e parte da Ásia Ocidental, ocorrendo naturalmente em zonas húmidas, margens de rios, linhas de água e solos encharcados. É uma espécie pioneira, frequentemente associada a ecossistemas ripícolas.

    2. Importância económica e ecológica

    O amieiro tem elevada importância ecológica devido à sua capacidade de fixação simbiótica de azoto através de Frankia spp., contribuindo para a fertilidade dos solos. É utilizado em:

    • estabilização de margens e recuperação de zonas ripícolas
    • produção de madeira leve para carpintaria, pasta de papel e pequenas construções
    • melhoria de solos degradados
    • suporte à biodiversidade em ecossistemas húmidos

    Embora não seja uma cultura agrícola, é relevante em gestão florestal, conservação de habitats e controlo de erosão.

    3. Caracterização botânica

    Árvore de porte médio, com copa arredondada e crescimento rápido. As folhas são simples, arredondadas, com ápice truncado e margens serradas, apresentando textura pegajosa quando jovens. As flores são unissexuais, agrupadas em amentilhos: os masculinos pendentes e os femininos eretos. Os frutos são estróbilos lenhosos que libertam pequenas sementes aladas. A reprodução é feita por semente ou rebentação vegetativa.

    4. Exigências edafoclimáticas

    Prefere climas temperados e húmidos, tolerando invernos frios. Desenvolve-se bem em solos encharcados, argilosos ou orgânicos, sendo uma das poucas espécies arbóreas adaptadas a saturação hídrica prolongada. Tolera pH entre 5,0–7,5. É sensível a secura prolongada e a solos muito compactados fora de ambientes húmidos.

    5. Principais pragas

    • Coleópteros defoliadores: Agelastica alni provoca desfolha significativa.
    • Afídeos (Aphididae): sucção de seiva e produção de melada.
    • Ácaros (Tetranychidae): prateamento e redução da área fotossintética.
    • Lepidópteros: lagartas ocasionais que provocam desfolha parcial.
    • Insetos xilófagos oportunistas: danos em árvores debilitadas.

    6. Principais doenças

    • Fitóftora do amieiro: Phytophthora alni causa murchidão, necrose do colo e morte súbita, sendo a doença mais grave da espécie.
    • Cancros e necroses: Nectria spp. e outros fungos oportunistas.
    • Ferrugem: Melampsoridium hiratsukanum provoca manchas e pústulas foliares.
    • Podridões radiculares: Armillaria spp. em solos mal drenados mas com stress adicional.
    • Fumagina: desenvolvimento de fungos saprófitas sobre melada de insetos.

    7. Gestão cultural e ambiental geral

    A gestão do amieiro inclui:

    • seleção de plantas saudáveis e adaptadas a zonas húmidas
    • manutenção de margens de rios e linhas de água com vegetação ripícola diversificada
    • monitorização de sintomas de Phytophthora alni, removendo árvores infetadas
    • evitar alterações hidrológicas que provoquem stress hídrico
    • promover regeneração natural ou plantação em projetos de restauro ecológico
    • evitar compactação do solo e danos mecânicos nas raízes

    O amieiro é essencial em corredores ecológicos e na estabilização de ecossistemas húmidos.


    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Alnus glutinosa
    • CABI – Invasive Species / Forestry Compendium – Alnus glutinosa
    • European Environment Agency – relatórios sobre ecossistemas ripícolas
    • Gibbs, J. N. et al. (2003). Phytophthora alni and alder decline in Europe. Forestry
    • Mitchell, A. (1974). A Field Guide to the Trees of Britain and Northern Europe. Collins
    • Thomas, P. A. (2016). Biology, ecology and conservation of Alnus species. Botany Letters

     

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