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Dianthus caryophyllus

1. Identificação e origem

O craveiro (Dianthus caryophyllus L.) é uma espécie perene da família Caryophyllaceae, originária da região mediterrânica. É amplamente cultivado como planta ornamental, sobretudo para flor de corte, sendo uma das flores mais comercializadas a nível mundial. Existem numerosos cultivares selecionados por cor, forma da flor, resistência e duração pós‑colheita.

2. Importância económica

O craveiro é uma cultura de elevada importância na floricultura, especialmente em estufa.
É valorizado pela diversidade de cores, boa durabilidade em vaso e forte presença no mercado internacional de flor de corte.
Tem relevância económica em países mediterrânicos, incluindo Portugal, onde é cultivado em estufa e ao ar livre.

3. Caracterização botânica

Planta herbácea perene, de porte ereto, com caules nodosos e folhas lineares, opostas e glaucas.
As flores são solitárias ou agrupadas, com pétalas recortadas e muito perfumadas.
O fruto é uma cápsula contendo numerosas sementes pequenas.
O sistema radicular é fasciculado, sensível ao encharcamento e a solos compactados.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas temperados, com temperaturas ótimas entre 12–20 °C.
É sensível a calor excessivo e a humidade elevada, que favorecem doenças fúngicas.
Desenvolve‑se melhor em solos bem drenados, ligeiramente alcalinos (pH 6,5–7,5), ricos em matéria orgânica.
Requer boa luminosidade e ventilação, especialmente em estufa.

5. Principais pragas

  • Mosca‑branca (Bemisia tabaci, Trialeurodes vaporariorum): sucção de seiva e transmissão de viroses.
  • Pulgões (Aphididae): deformações foliares e transmissão de viroses.
  • Tripes (Frankliniella occidentalis): danos em pétalas e desvalorização comercial.
  • Ácaros (Tetranychidae): cloroses e perda de vigor.
  • Nemátodos (Meloidogyne spp.): galhas radiculares e declínio da planta.

6. Principais doenças

  • Fusariose (Fusarium oxysporum f. sp. dianthi): murchidão vascular e morte de plantas.
  • Ferrugem (Uromyces dianthi): pústulas alaranjadas em folhas e caules.
  • Septoriose (Septoria dianthi): manchas foliares necróticas.
  • Botrytis (Botrytis cinerea): podridão cinzenta em flores e tecidos jovens.
  • Vírus do mosaico do craveiro (CarMV): mosaicos e redução da qualidade da flor.

7. Gestão cultural geral

A gestão inclui utilização de plantas certificadas, substratos bem drenados e ventilação adequada em estufa.
A rega deve ser controlada para evitar encharcamento e reduzir risco de fusariose e botrytis.
A monitorização de tripes, pulgões e mosca‑branca é essencial para prevenir viroses.
A colheita deve ser realizada no estádio de botão colorido ou início de abertura, conforme o mercado.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Dianthus caryophyllus.
  • CABI Crop Compendium – Dianthus caryophyllus.
  • Bailey, D. A., & Whipker, B. E. (2015). Floriculture: Principles and Species. Prentice Hall.
  • Byrne, T. G. (1999). Carnation production. In: Cut Flowers and Foliage Production. CABI Publishing.
  • FAO (2010). Cut flower production guidelines – Dianthus spp. FAO Plant Production and Protection Division.

 

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