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Hordeum vulgare

1. Identificação e origem

A cevada (Hordeum vulgare L.) é uma gramínea anual da família Poaceae, originária da região do Crescente Fértil. É uma das primeiras espécies cerealíferas domesticadas e continua a ser amplamente cultivada em regiões temperadas, sendo fundamental para alimentação animal, indústria cervejeira e produção de farinhas.

2. Importância económica

A cevada é utilizada na produção de malte para cerveja e bebidas destiladas, na alimentação animal (grão e forragem) e, em menor escala, na alimentação humana.
É valorizada pela sua rusticidade, ciclo curto e boa adaptação a solos pobres e climas frios, sendo uma cultura estratégica em sistemas agrícolas de sequeiro.

3. Caracterização botânica

Planta anual de porte ereto, com colmos ocos e folhas lineares.
A inflorescência é uma espiga composta por três espiguetas por nó, podendo ser de duas ou seis fileiras, consoante o tipo varietal.
Os grãos são alongados, com ou sem aristas, dependendo da cultivar.
O sistema radicular é relativamente profundo, conferindo boa tolerância à seca.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas temperados frescos, sendo mais tolerante ao frio do que o trigo.
Desenvolve‑se bem em solos leves a médios, bem drenados, com pH entre 6,0 e 7,5.
Tolera solos de menor fertilidade, mas é sensível ao encharcamento.
A cevada de primavera requer temperaturas moderadas durante o enchimento do grão para garantir qualidade malteira.

5. Principais pragas

  • Pulgões (Aphididae): sucção de seiva e transmissão de viroses.
  • Mosca‑de‑Hessian (Mayetiola destructor): danos nos colmos e redução de produtividade.
  • Lagartas (Lepidoptera): desfolha parcial.
  • Nemátodos (Heterodera avenae): redução de vigor e desenvolvimento radicular.
  • Gorgulho dos cereais (Sitophilus granarius): danos em armazenamento.

6. Principais doenças

  • Oídio (Blumeria graminis): micélio branco em folhas jovens.
  • Mancha‑reticulada (Pyrenophora teres): lesões foliares e redução de rendimento.
  • Rincosporiose (Rhynchosporium secalis): manchas foliares e perda de área fotossintética.
  • Ferrugem‑parda (Puccinia hordei): pústulas foliares e declínio produtivo.
  • Fusariose da espiga (Fusarium spp.): contaminação por micotoxinas.

7. Gestão cultural geral

A gestão inclui escolha de variedades adaptadas ao destino (malteira ou forrageira), sementeira em época adequada, densidade equilibrada e fertilização moderada, sobretudo em azoto.
A rotação de culturas reduz a pressão de doenças foliares e do solo.
A monitorização de pulgões e oídio é essencial em fases iniciais.
Para cevada malteira, é fundamental evitar excesso de azoto e garantir colheita no ponto ótimo de humidade.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Hordeum vulgare.
  • CABI Crop Compendium – Hordeum vulgare.
  • Ullrich, S. E. (2011). Barley: Production, Improvement, and Uses. Wiley‑Blackwell.
  • Briggs, D. E. (1998). Malts and Malting. Springer.
  • Newton, A. C. et al. (2011). Climate change and barley production. Journal of the Science of Food and Agriculture.

 

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