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    Hylocereus spp. e Selenicereus spp.

    1. Identificação e origem

    A pitaia, também conhecida como fruta‑do‑dragão, inclui espécies dos géneros Hylocereus [ex.: Hylocereus undatus (Haw.) Britton & Rose] e Selenicereus [ex.: Selenicereus megalanthus (K. Schum. ex Vaupel) Moran]. São cactáceas trepadoras originárias das florestas tropicais da América Central e do Sul. A cultura expandiu‑se para regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo, incluindo o Mediterrâneo. Em Portugal, encontra‑se em fase de expansão, sobretudo em estufas e zonas costeiras de clima ameno.

    2. Importância económica

    A pitaia tem elevado valor comercial devido ao aspeto exótico, elevada procura no mercado fresco e boa capacidade de conservação pós‑colheita. A produção intensiva em estufa permite colheitas prolongadas e calibres uniformes. O fruto é consumido fresco, em sumos, sobremesas e produtos gourmet.

    3. Caracterização botânica

    Plantas cactáceas trepadoras, com caules suculentos, triangulares ou poligonais, dotados de areólas com pequenas espinhas. As flores são grandes, brancas, noturnas e de curta duração. Os frutos são bagas ovais, com casca colorida (vermelha, rosa, amarela) e polpa branca, vermelha ou roxa, contendo numerosas sementes pequenas. O sistema radicular é superficial, mas eficiente na absorção de água.

    4. Exigências edafoclimáticas

    A pitaia adapta‑se a climas tropicais e subtropicais, tolerando temperaturas elevadas. Prefere temperaturas entre 18–32 °C e é sensível ao frio abaixo de 5 °C. Desenvolve‑se melhor em solos bem drenados, de textura arenosa a franca, com pH entre 6,0 e 7,0. Tolera alguma secura, mas beneficia de rega regular em períodos de frutificação. A cultura exige tutoragem vertical e boa ventilação.

    5. Principais pragas

    • Cochonilhas (Dactylopius spp., Planococcus citri): sucção de seiva e fumagina
    • Mosca‑da‑fruta (Ceratitis capitata): oviposição e podridões
    • Ácaros (Tetranychus spp.): cloroses e necroses nos cladódios
    • Pulgões (Aphididae): enrolamento e transmissão de viroses
    • Lesmas e caracóis: perfurações nos cladódios e frutos
    • Nemátodos (Meloidogyne spp.): galhas radiculares e declínio vegetativo

    6. Principais doenças

    • Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides): lesões deprimidas nos cladódios e frutos
    • Podridões fúngicas (Fusarium oxysporum, Botryosphaeria spp.): necroses e morte de segmentos
    • Podridões radiculares (Phytophthora spp.): murchidão e morte súbita em solos encharcados
    • Manchas bacterianas (Xanthomonas spp.): lesões aquosas e necroses
    • Oídio (Oidium spp.): manchas brancas e redução da fotossíntese

    7. Gestão cultural geral

    A gestão da pitaia inclui a escolha de espécies e cultivares adaptadas ao clima local, a instalação de sistemas de tutoragem robustos e a poda regular para controlar o crescimento e favorecer a frutificação. A rega deve ser moderada, evitando encharcamentos. O controlo de cochonilhas, ácaros e antracnose é essencial, especialmente em estufa. A colheita é realizada quando a casca atinge a cor característica da cultivar, evitando atrasos que reduzem a qualidade.


    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Hylocereus spp., Selenicereus spp.
    • CABI – Crop Protection Compendium – Hylocereus undatus, Selenicereus megalanthus
    • Nerd, A., et al. (2002). Fruit physiology and production of pitaya. Horticultural Reviews.
    • FAO (2021). Tropical and Subtropical Fruit Production Manual.
    • Mizrahi, Y., et al. (2015). Domestication and cultivation of pitaya. In: Cactus Biology and Cultivation. Springer.
    • Tel‑Zur, N., et al. (2011). Breeding and genetics of Hylocereus. Acta Horticulturae.

     

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