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Helicoverpa armigera

1. Identificação

  • Nome comum: Lagarta‑do‑tomate
  • Nome científico: Helicoverpa armigera (Hübner)
  • Ordem: Lepidoptera
  • Família: Noctuidae

2. Descrição da praga

  • Adultos: Borboletas de 30–40 mm de envergadura, asas anteriores castanho‑amareladas com manchas irregulares; asas posteriores esbranquiçadas com margem escura.
  • Larvas: Muito polimórficas, variando do verde ao castanho; corpo com bandas longitudinais claras e escuras; cabeça castanha; extremamente móveis e vorazes.
  • Pupas: Formadas no solo, em câmaras terrosas.
  • Ovos: Isolados ou em pequenos grupos, geralmente na página inferior das folhas ou em órgãos florais.

3. Hospedeiros principais

  • Tomateiro, pimenteiro, feijoeiro, grão‑de‑bico, ervilha.
  • Milho, algodão, tabaco, girassol.
  • Hortícolas diversas e ornamentais.
  • Espécie altamente polífaga, com mais de 180 hospedeiros registados.

4. Sintomas e danos

  • Perfurações em folhas jovens e rebentos.
  • Danos severos em flores e botões florais.
  • Perfurações profundas em frutos (ex.: tomate), com galerias internas e podridões secundárias.
  • Em milho, perfuração do cartucho e danos na espiga.
  • Perdas significativas de produção em ataques intensos.

5. Ciclo biológico

  • Várias gerações anuais, com maior intensidade no verão.
  • Adultos ativos durante grande parte do ano em climas amenos.
  • Ovos eclodem em 2–5 dias; lagartas desenvolvem‑se durante 2–3 semanas.
  • Pupação no solo; adultos emergem após 10–15 dias.
  • Desenvolvimento favorecido por temperaturas elevadas e elevada disponibilidade de hospedeiros.

6. Monitorização

  • Observação de ovos e lagartas jovens em folhas e flores.
  • Avaliação de danos em botões florais e frutos jovens.
  • Armadilhas de feromonas para deteção de machos e previsão de picos populacionais.
  • Monitorização reforçada em períodos quentes e secos.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: Remoção de frutos danificados; mobilização superficial do solo para expor pupas; eliminação de infestantes hospedeiras; rotação de culturas com espécies menos suscetíveis.
  • Biológicas: Utilização de microrganismos entomopatogénicos autorizados; aplicação de bioinseticidas microbianos; conservação de inimigos naturais através de práticas culturais adequadas.
  • Proteção integrada: Monitorização regular; intervenção apenas quando necessário; práticas que reduzam a sobrevivência de pupas no solo e a disponibilidade de órgãos florais e frutos suscetíveis.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Helicoverpa armigera
  • CABI Invasive Species Compendium – Helicoverpa armigera
  • Fitt, G. P. (1989). The ecology of Helicoverpa armigera. Annual Review of Entomology, 34: 17–52.
  • Zalucki, M. P. et al. (1994). Ecology and behavior of Helicoverpa armigera. Annual Review of Entomology, 39: 593–619.
  • Capinera, J. L. (2001). Handbook of Vegetable Pests. Academic Press.
  • Pogue, M. G. (2004). A review of the genus Helicoverpa. USDA Forest Service.

 

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