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Juglans regia

1. Identificação e origem

A nogueira (Juglans regia L.) é uma espécie arbórea da família Juglandaceae, originária da Ásia Central, nomeadamente das regiões montanhosas do Irão, Afeganistão e Cáucaso. A sua difusão para a Europa ocorreu há vários séculos, sendo atualmente cultivada em regiões temperadas de todo o mundo. Em Portugal, encontra‑se tanto em pomares comerciais como em árvores isoladas em explorações agrícolas.

2. Importância económica

A nogueira é uma cultura de elevado valor económico devido à produção de noz, um fruto seco muito apreciado pelo mercado nacional e internacional. A madeira de nogueira é igualmente valorizada pela sua qualidade, sendo utilizada em mobiliário e marcenaria fina. Em Portugal, a produção concentra‑se sobretudo no Centro e Norte, com crescente interesse em pomares modernos de regadio. A nível mundial, destacam‑se como principais produtores os Estados Unidos (Califórnia), China, Irão e Turquia.

3. Caracterização botânica

Árvore de grande porte, podendo atingir 20–30 m de altura, com copa ampla e arredondada. As folhas são compostas, imparipenadas, com 5–9 folíolos ovados. A espécie é monoica, apresentando flores masculinas em amentilhos pendentes e flores femininas em pequenos grupos terminais. O fruto é uma drupa cuja casca externa (epicarpo) se separa na maturação, libertando a noz, formada por uma casca dura (endocarpo) que envolve o miolo comestível. A longevidade da árvore pode ultrapassar 80–100 anos.

4. Exigências edafoclimáticas

A nogueira adapta‑se a climas temperados, necessitando de um número adequado de horas de frio invernal para uma boa rebentação. É sensível a geadas tardias, sobretudo durante a floração. Prefere solos profundos, férteis, bem drenados, com pH entre 6,5 e 7,5. Tolera alguma secura estival, mas a rega regular melhora significativamente o calibre e o rendimento das nozes. É sensível ao encharcamento e à compactação do solo.

5. Principais pragas

  • Mosca‑da‑casca‑da‑noz (Rhagoletis completa): danos no epicarpo e perda de qualidade
  • Bichado‑da‑noz (Cydia pomonella): perfurações e destruição do miolo
  • Afídeos (Chromaphis juglandicola): enrolamento foliar e melada
  • Ácaros (Tetranychidae): cloroses e redução da fotossíntese
  • Gorgulhos e outros coleópteros xilófagos: danos em madeira e ramos

6. Principais doenças

  • Antracnose (Ophiognomonia leptostyla): manchas foliares e desfolha precoce
  • Bacteriose (Xanthomonas arboricola pv. juglandis): necroses em folhas, frutos e ramos
  • Cancros lenhosos: agentes fúngicos oportunistas
  • Podridões radiculares associadas a solos encharcados
  • Armillaria spp.: podridão branca das raízes em solos contaminados

7. Gestão cultural geral

A gestão da nogueira inclui a escolha de cultivares adaptadas ao clima local e ao número de horas de frio disponíveis. A poda deve ser moderada, privilegiando a formação inicial e a remoção de ramos secos ou mal posicionados. A rega regular, sobretudo no verão, é essencial para assegurar bom calibre e enchimento das nozes. A fertilização deve ser equilibrada, com atenção ao azoto e ao potássio. O controlo da mosca‑da‑casca‑da‑noz e da bacteriose é fundamental em regiões de maior pressão. A colheita é realizada quando o epicarpo se abre naturalmente, permitindo a queda ou fácil remoção das nozes.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Juglans spp.
  • CABI – Crop Protection Compendium – Juglans regia
  • Solar, A., et al. (2017). Walnut production and management. In: Advances in Nut Tree Crops. Springer
  • Pollegioni, P., et al. (2014). Genetic resources of Juglans regia. In: Forest Genetic Resources Review. FAO
  • Ramos, D. (1997). Walnut Production Manual. University of California

 

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