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A nogueira (Juglans regia L.) é uma espécie arbórea da família Juglandaceae, originária da Ásia Central, nomeadamente das regiões montanhosas do Irão, Afeganistão e Cáucaso. A sua difusão para a Europa ocorreu há vários séculos, sendo atualmente cultivada em regiões temperadas de todo o mundo. Em Portugal, encontra‑se tanto em pomares comerciais como em árvores isoladas em explorações agrícolas.
A nogueira é uma cultura de elevado valor económico devido à produção de noz, um fruto seco muito apreciado pelo mercado nacional e internacional. A madeira de nogueira é igualmente valorizada pela sua qualidade, sendo utilizada em mobiliário e marcenaria fina. Em Portugal, a produção concentra‑se sobretudo no Centro e Norte, com crescente interesse em pomares modernos de regadio. A nível mundial, destacam‑se como principais produtores os Estados Unidos (Califórnia), China, Irão e Turquia.
Árvore de grande porte, podendo atingir 20–30 m de altura, com copa ampla e arredondada. As folhas são compostas, imparipenadas, com 5–9 folíolos ovados. A espécie é monoica, apresentando flores masculinas em amentilhos pendentes e flores femininas em pequenos grupos terminais. O fruto é uma drupa cuja casca externa (epicarpo) se separa na maturação, libertando a noz, formada por uma casca dura (endocarpo) que envolve o miolo comestível. A longevidade da árvore pode ultrapassar 80–100 anos.
A nogueira adapta‑se a climas temperados, necessitando de um número adequado de horas de frio invernal para uma boa rebentação. É sensível a geadas tardias, sobretudo durante a floração. Prefere solos profundos, férteis, bem drenados, com pH entre 6,5 e 7,5. Tolera alguma secura estival, mas a rega regular melhora significativamente o calibre e o rendimento das nozes. É sensível ao encharcamento e à compactação do solo.
A gestão da nogueira inclui a escolha de cultivares adaptadas ao clima local e ao número de horas de frio disponíveis. A poda deve ser moderada, privilegiando a formação inicial e a remoção de ramos secos ou mal posicionados. A rega regular, sobretudo no verão, é essencial para assegurar bom calibre e enchimento das nozes. A fertilização deve ser equilibrada, com atenção ao azoto e ao potássio. O controlo da mosca‑da‑casca‑da‑noz e da bacteriose é fundamental em regiões de maior pressão. A colheita é realizada quando o epicarpo se abre naturalmente, permitindo a queda ou fácil remoção das nozes.
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Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
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