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    Bemisia tabaci

    1. Identificação

    • Nome comum: Mosca‑branca‑comum
    • Nome científico: Bemisia tabaci (Gennadius)
    • Ordem: Hemiptera
    • Família: Aleyrodidae

    2. Descrição da praga

    • Adultos: pequenos insetos alados (1–1,5 mm), corpo amarelo‑pálido e asas brancas pulverulentas; voam rapidamente quando perturbados.
    • Ninfas: achatadas, ovais, translúcidas; aderem firmemente à página inferior das folhas.
    • Pupa (4.º ínstar): estrutura oval, mais espessa e opaca.
    • Ovos: muito pequenos, ovais, inicialmente esbranquiçados, escurecendo com o desenvolvimento.

    3. Hospedeiros principais

    • Hortícolas: tomateiro, pimenteiro, curcubitáceas, feijoeiro, beringela.
    • Ornamentais: poinsettia, gerbera, hibisco, crisântemo.
    • Culturas industriais: algodão, tabaco.
    • Espécie altamente polífaga, com mais de 600 hospedeiros registados.

    4. Sintomas e danos

    • Amarelecimento e enfraquecimento das folhas devido à sucção de seiva.
    • Produção abundante de melada, favorecendo o desenvolvimento de fumagina.
    • Redução da fotossíntese e do vigor da planta.
    • Danos indiretos muito graves: transmissão de vírus, incluindo TYLCV (Tomato yellow leaf curl virus), ToCV (Tomato chlorosis virus) e outros.
    • Em estufas, pode causar perdas severas de produção.

    5. Ciclo biológico

    • Ciclo rápido em condições quentes: 18–25 dias.
    • Ovos depositados na página inferior das folhas.
    • Desenvolvimento ninfal com 4 ínstares fixos.
    • Adultos vivem 1–2 semanas, com elevada capacidade reprodutiva.
    • Múltiplas gerações anuais; em estufa, ciclo contínuo durante todo o ano.

    6. Monitorização

    • Observação direta da página inferior das folhas para ninfas e pupas.
    • Contagem de adultos em cartões adesivos amarelos.
    • Monitorização frequente em estufas, sobretudo em períodos quentes.
    • Avaliação da presença de melada e fumagina.
    • Vigilância de sintomas virais nas culturas hospedeiras.

    7. Medidas de gestão

    • Culturais: eliminação de restos culturais; uso de redes anti‑insetos; evitar plantas hospedeiras espontâneas; gestão adequada da ventilação em estufas.
    • Biológicas: libertação de auxiliares como Encarsia formosa, Eretmocerus eremicus, Amblyseius swirskii e A. montdorensis; conservação de predadores naturais.
    • Proteção integrada: monitorização intensiva; uso de armadilhas adesivas; rotação de modos de ação para evitar resistências; aplicação criteriosa de inseticidas autorizados.

    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Bemisia tabaci.
    • CABI Invasive Species Compendium – Bemisia tabaci.
    • Oliveira, M. R. V. et al. (2001). The worldwide spread of Bemisia tabaci.
    • Horowitz, A. R. et al. (2005). Insecticide resistance in Bemisia tabaci.
    • Byrne, D. N. et al. (1990). Biology and ecology of whiteflies.

     

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