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Crioceris asparagi e Crioceris duodecimpunctata

1. Identificação

  • Nome comum: Escaravelhos‑do‑espargo
  • Nome científico: Crioceris asparagi (Linnaeus) e Crioceris duodecimpunctata (Linnaeus)
  • Ordem: Coleoptera
  • Família: Chrysomelidae

2. Descrição da praga

  • Adultos: Pequenos crisomelídeos de 5–7 mm; C. asparagi apresenta corpo azul‑metálico com élitros vermelhos e marcas amarelas, enquanto C. duodecimpunctata é amarelo‑alaranjado com 12 manchas negras; ambos são facilmente visíveis nos rebentos de espargo.
  • Larvas: Corpo mole, esbranquiçado a acinzentado, recoberto por excrementos que lhes conferem aspeto escuro; alimentam‑se intensamente dos rebentos e folhagem.
  • Pupas: Formadas no solo, em pequenas câmaras terrosas.
  • Ovos: Depositados nos rebentos e folhas do espargo, isoladamente ou em pequenos grupos.

3. Hospedeiros principais

  • Espargo (Asparagus officinalis) como hospedeiro principal e praticamente exclusivo, podendo também atacar outras espécies do género Asparagus presentes em zonas de produção ou espontâneas próximas.

4. Sintomas e danos

  • Perfurações e raspagens nos rebentos jovens causadas pelos adultos, com perda de qualidade comercial.
  • Desfolha significativa provocada pelas larvas, que podem consumir grande parte da folhagem.
  • Rebentos deformados, queimados ou inviáveis para consumo.
  • Redução da capacidade fotossintética da planta, comprometendo a produção do ano seguinte.
  • Em infestações severas, pode ocorrer perda total da produção.

5. Ciclo biológico

  • Duas a três gerações anuais, dependendo da temperatura.
  • Adultos emergem na primavera e iniciam a alimentação nos rebentos jovens.
  • Postura nos caules e folhas; larvas alimentam‑se intensamente durante cerca de duas semanas.
  • Pupação no solo, com emergência de novos adultos que podem originar novas gerações no mesmo ano.
  • Desenvolvimento favorecido por temperaturas amenas e presença contínua de espargo.

6. Monitorização

  • Observação direta de adultos nos rebentos jovens, especialmente na primavera.
  • Inspeção de folhas e caules para deteção de larvas recobertas de excrementos.
  • Avaliação de danos nos rebentos destinados ao consumo.
  • Monitorização reforçada em campos com historial da praga ou próximos de espargos espontâneos.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: Remoção manual de adultos e larvas em pequenas áreas; eliminação de restos de cultura; controlo de espargos espontâneos nas imediações.
  • Preventivas: Rotação de parcelas; manutenção de campos limpos; evitar excesso de adubação azotada que favorece rebentos muito tenros.
  • Proteção integrada: Monitorização regular; intervenção apenas quando necessário; recolha e destruição de caules infestados; práticas que reduzam a atratividade dos rebentos jovens.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Crioceris asparagi e Crioceris duodecimpunctata.
  • CABI Invasive Species Compendium – Crioceris spp.
  • Capinera, J. L. (2001). Handbook of Vegetable Pests.
  • USDA – Asparagus beetle management guidelines.

 

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