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Coleópteros de grandes dimensões

1. Identificação

  • Nome comum: Diversos (ver fichas individuais das espécies)
  • Nome científico: Diversas espécies de várias famílias de Coleoptera
  • Principais famílias: Cerambycidae, Buprestidae, Curculionidae, Scarabaeidae, Dryophthoridae, Brentidae
  • Ordem: Coleoptera

2. Descrição geral

  • Insetos de corpo robusto, frequentemente de grandes dimensões e com forte capacidade de perfuração ou alimentação radicular.
  • Larvas geralmente xilófagas ou rizófagas, responsáveis pelos danos mais severos.
  • Adultos com mandíbulas desenvolvidas, antenas longas (Cerambycidae) ou rostro alongado (Curculionidae e Dryophthoridae).
  • Ciclos de vida longos, com fases larvares prolongadas no interior da madeira, pseudocaule, rizoma ou solo.

3. Hospedeiros principais

  • Anoxia villosa (Fabricius) – Vinha, citrinos, fruteiras e ornamentais (larvas no solo).
  • Capnodis carbonaria (Klug) – Prunóideas e outras fruteiras de caroço.
  • Capnodis tenebrionis (Linnaeus) – Prunóideas (damasqueiro, pessegueiro, ameixieira).
  • Cerambyx cerdo (Linnaeus) – Carvalho e outras folhosas de grande porte.
  • Cosmopolites sordidus (Germar) – Bananeira.
  • Cylas puncticollis (Boheman) – Batata‑doce.
  • Melolontha melolontha (Linnaeus) e outras Melolontha spp. – Diversas culturas; larvas rizófagas em prados, fruteiras, vinha e hortícolas.
  • Monochamus galloprovincialis (Olivier) – Coníferas, sobretudo pinheiro‑bravo e pinheiro‑manso; vetor do nemátode da madeira do pinheiro.
  • Oryctes nasicornis (Linnaeus) – Palmeiras e matéria orgânica em decomposição.
  • Rhynchophorus ferrugineus (Olivier) – Palmeiras (Phoenix spp., Washingtonia spp.).
  • Scyphophorus acupunctatus (Gyllenhal) – Agave spp. e outras Agavaceae.
  • Sitona lineatus (Linnaeus) – Leguminosas, especialmente ervilha e fava.
  • Xylotrechus arvicola (Olivier) – Videira.

4. Sintomas e danos

  • Perfurações em troncos, ramos, pseudocaules, rizomas ou raízes.
  • Presença de galerias internas extensas, serrim, fibras ou exsudação de goma.
  • Declínio progressivo da planta, murchidão, amarelecimento e redução do vigor.
  • Quebra de ramos, morte súbita ou falhas de pegamento em plantas jovens.
  • Em espécies rizófagas, danos severos no sistema radicular, afetando absorção de água e nutrientes.
  • Em culturas como bananeira e batata‑doce, destruição de tecidos internos essenciais ao desenvolvimento.

5. Ciclo biológico

  • Ciclos geralmente plurianuais, com longas fases larvares protegidas no interior da planta ou no solo.
  • Adultos emergem sobretudo na primavera e verão.
  • Postura em fendas da casca, base do tronco, tecidos debilitados, pseudocaules, rizomas ou solo.
  • Larvas desenvolvem‑se no interior da madeira, pseudocaule ou raízes, dificultando o controlo direto.

6. Monitorização

  • Observação de orifícios de saída, serrim, fibras, goma ou galerias.
  • Inspeção de troncos, ramos, pseudocaules e raízes para detetar zonas ocas ou debilitadas.
  • Armadilhas específicas para algumas espécies, incluindo atrativos e feromonas para Rhynchophorus ferrugineus, Cosmopolites sordidus e Monochamus galloprovincialis.
  • Monitorização reforçada em pomares jovens, plantações recentes, palmeiras e culturas suscetíveis.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: Incluem práticas que reduzem a suscetibilidade das plantas e dificultam a instalação dos coleópteros. A manutenção do vigor das plantas, a correção de stress hídrico e nutricional e a remoção de ramos mortos ou debilitados reduzem pontos de entrada para postura. A eliminação de plantas muito atacadas, de madeira infestada, pseudocaules deteriorados e matéria orgânica em decomposição diminui a pressão populacional. Em culturas lenhosas, evitar ferimentos no tronco e proteger cortes de poda ajuda a prevenir ataques. Em espécies rizófagas, a mobilização do solo e a gestão da matéria orgânica limitam o desenvolvimento larvar.
  • Biológicas: Baseiam‑se na ação de inimigos naturais que atacam larvas ou adultos. Incluem parasitoides de larvas e ovos, predadores generalistas no solo e entomopatógenos como Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae, eficazes em várias espécies rizófagas e xilófagas. Em palmeiras, o uso de nemátodes entomopatogénicos tem mostrado eficácia contra Rhynchophorus ferrugineus. A conservação destes agentes exige práticas que preservem a biodiversidade funcional e evitem inseticidas de largo espectro. 
  • Proteção integrada: Assentam na monitorização regular, na deteção precoce e na intervenção seletiva. O uso de armadilhas de feromonas permite detetar e reduzir populações de algumas espécies‑chave. Os tratamentos devem ser dirigidos aos adultos, fase mais exposta, ou aplicados preventivamente em períodos de postura. A aplicação localizada de inseticidas em pontos de entrada ou galerias pode ser necessária em casos específicos. A integração de práticas culturais, biológicas e monitorização contínua permite reduzir o risco de ataques severos e manter as populações abaixo do limiar de dano.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Coleoptera (diversas espécies).
  • CABI Invasive Species Compendium – Sitona lineatus, Scyphophorus acupunctatus, Rhynchophorus ferrugineus, Monochamus galloprovincialis, Cosmopolites sordidus, Cylas puncticollis, Cerambyx cerdo.
  • Ferry, M., & Gómez, S. (2002). The red palm weevil in the Mediterranean area.
  • Malumphy, C. (2010). Invasive longhorn beetles in Europe.

 

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