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    Euproctis chrysorrhoea

    1. Identificação

    • Nome comum: Traça‑de‑cauda‑castanha
    • Nome científico: Euproctis chrysorrhoea L.
    • Ordem: Lepidoptera
    • Família: Erebidae

    2. Descrição da praga

    • Lagartas de coloração escura, com linhas longitudinais claras e tufos de pelos urticantes, atingindo 25–35 mm.
    • Adultos brancos, com 30–35 mm de envergadura, apresentando no abdómen um tufo de pelos castanhos característico.
    • Espécie defoliadora, com lagartas gregárias que formam ninhos sedosos nas árvores.
    • Pelos urticantes podem causar irritações cutâneas e respiratórias em pessoas e animais.

    3. Hospedeiros principais

    • Carvalhos.
    • Macieira, pereira, ameixeira e outras fruteiras.
    • Diversas espécies arbóreas e arbustivas espontâneas.

    4. Sintomas e danos

    • Desfolha parcial ou total das árvores devido à alimentação das lagartas.
    • Presença de ninhos sedosos nas extremidades dos ramos.
    • Redução do vigor das árvores e maior suscetibilidade a outras pragas e doenças.
    • Risco sanitário devido aos pelos urticantes das lagartas.

    5. Ciclo biológico

    • Ovos depositados em massas cobertas por pelos castanhos no final do verão.
    • Lagartas eclodem no outono e permanecem em ninhos sedosos durante o inverno.
    • Atividade alimentar intensifica‑se na primavera.
    • Pupação ocorre em casulos sedosos presos à vegetação.
    • Adultos emergem no verão, completando o ciclo anual.

    6. Monitorização

    • Observação de ninhos sedosos nos ramos durante o inverno e início da primavera.
    • Contagem de massas de ovos no final do verão.
    • Avaliação da intensidade de desfolha.
    • Monitorização de focos em áreas urbanas devido ao risco para a saúde pública.

    7. Medidas de gestão

    • Culturais: remoção e destruição de ninhos durante o inverno, evitando a dispersão de pelos urticantes.
    • Preventivas: monitorização regular de árvores sensíveis e gestão da vegetação circundante.
    • Biológicas: conservação de inimigos naturais e utilização de Bacillus thuringiensis em fases jovens das lagartas.
    • Proteção integrada: definição de limiares de intervenção, aplicação criteriosa de inseticidas autorizados e ações coordenadas em áreas urbanas e florestais.

    Referências bibliográficas

    • CABI – Invasive Species Compendium – Euproctis chrysorrhoea.
    • EPPO Global Database – Euproctis chrysorrhoea.
    • Carter, D. J. (1984). Pest Lepidoptera of Europe. Dr W. Junk Publishers.
    • Battisti, A. et al. (2011). Health risks associated with urticating caterpillars. Human and Ecological Risk Assessment, 17, 612–626.
    • Hoch, G. et al. (2009). Biology and management of the brown‑tail moth. Forest Ecology and Management, 257, 2062–2071.

     

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