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Prunus armeniaca

1. Identificação e origem

O damasqueiro, também conhecido como alperce (Prunus armeniaca L.), é uma espécie fruteira da família Rosaceae, originária das regiões da Ásia Central, particularmente da área entre a China e o planalto da Arménia. É cultivado há milénios e difundiu‑se amplamente pelo Mediterrâneo. Produz frutos drupáceos aromáticos, de polpa doce e cor alaranjada, muito apreciados para consumo em fresco e transformação.

2. Importância económica

O damasqueiro tem relevância económica em regiões de clima temperado e mediterrânico. Os frutos são valorizados para consumo em fresco, secagem, compotas, geleias e indústria alimentar. A cultura é importante em pomares tradicionais e modernos, com crescente interesse em variedades adaptadas a primaveras frias e a florescimento precoce.

3. Caracterização botânica

Árvore de porte médio, caducifólia, com copa arredondada. As folhas são simples, ovadas, com margem serrada. As flores são brancas a rosadas, solitárias ou em pares, muito sensíveis a geadas tardias. O fruto é uma drupa arredondada, com epicarpo aveludado e polpa doce. O caroço contém uma semente amarga ou doce, dependendo da variedade.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas temperados com invernos frios e verões quentes e secos. É sensível a geadas tardias devido ao florescimento precoce. Desenvolve‑se melhor em solos profundos, bem drenados, ligeiramente alcalinos (pH 6,5–8,0). Tolera alguma secura, mas beneficia de rega regular em períodos críticos.

5. Principais pragas

  • Mosca‑da‑fruta (Ceratitis capitata): danos diretos nos frutos.
  • Pulgões (Aphididae): enrolamento foliar e transmissão de viroses.
  • Cochonilhas (Coccoidea): sucção de seiva e produção de melada.
  • Broca e bichado (Anarsia lineatella, Grapholita molesta): galerias em ramos e frutos.
  • Nemátodos (Meloidogyne spp.): galhas radiculares e declínio da planta.

6. Principais doenças

  • Moniliose (Monilinia laxa, M. fructigena): podridão dos frutos e cancro dos ramos.
  • Crivado (Wilsonomyces carpophilus): perfurações foliares e lesões nos frutos.
  • Cancro bacteriano (Pseudomonas syringae pv. syringae): necroses e morte de ramos.
  • Podridões radiculares (Phytophthora spp.): murchidão e declínio.
  • Vírus da sharka (PPV): manchas anelares e desvalorização dos frutos.

7. Gestão cultural geral

A gestão inclui escolha de variedades adaptadas ao clima local, especialmente quanto ao risco de geadas tardias. A poda deve favorecer a entrada de luz e a renovação de ramos frutíferos. A rega deve ser moderada, evitando encharcamento. A monitorização de mosca‑da‑fruta, moniliose e crivado é essencial para garantir qualidade comercial. A colheita deve ser realizada no ponto ótimo de maturação, evitando danos mecânicos.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Prunus armeniaca.
  • CABI Crop Compendium – Prunus armeniaca.
  • Layne, R. E. C., & Bassi, D. (2008). The Apricot. CABI Publishing.
  • FAO (2015). Apricot production and crop management guidelines. FAO Plant Production and Protection Division.
  • Byrne, D. H. (2012). Fruit Breeding – Stone Fruits. Springer.

 

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