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Abies spp. (Abetos)

1. Identificação e origem

O género Abies (Mill.) pertence à família Pinaceae e inclui diversas espécies de abetos distribuídas naturalmente pelo hemisfério norte, sobretudo em regiões montanhosas da Europa, Ásia e América do Norte. São coníferas de grande porte, amplamente utilizadas em silvicultura, jardinagem ornamental e produção de madeira.

2. Importância económica

Os abetos têm elevado valor económico na produção florestal, sendo apreciados pela madeira de qualidade, utilizada em construção, carpintaria e indústria do papel. Algumas espécies são cultivadas para fins ornamentais, incluindo produção de árvores de Natal. Em viveiros e paisagismo, são valorizados pela forma cónica e folhagem persistente.

3. Caracterização botânica

São árvores perenes, de porte elevado, com copa piramidal e tronco direito. As folhas são aciculares, achatadas e inseridas de forma espiralada ou em duas fileiras, dependendo da espécie. As pinhas são eretas e desintegram‑se na árvore quando maduras, libertando as sementes. O sistema radicular é profundo nas espécies de montanha e mais superficial em solos húmidos.

4. Exigências edafoclimáticas

Preferem climas temperados a frios, com invernos marcados e verões moderados. Necessitam de solos profundos, frescos, bem drenados e ricos em matéria orgânica. São sensíveis a secas prolongadas, encharcamento e poluição atmosférica. Muitas espécies requerem elevada humidade atmosférica e boa ventilação.

5. Principais pragas

  • Processionária‑do‑pinheiro (Thaumetopoea pityocampa): pode atacar abetos em zonas mistas.
  • Pulgões (Cinara spp.): provocam amarelecimento e perda de vigor.
  • Gorgulhos (Hylobius abietis): danos em plantas jovens e raízes.
  • Escolitídeos (diversos Ips spp. e Pityogenes spp.): perfurações no tronco e declínio rápido.
  • Ácaros (Oligonychus ununguis): descoloração e queda de acículas.

6. Principais doenças

  • Armillaria spp.: podridão radicular e declínio progressivo.
  • Heterobasidion annosum: podridão de raiz e base do tronco.
  • Phytophthora spp.: podridões radiculares em solos mal drenados.
  • Fusarium spp.: damping‑off em viveiros.
  • Ferrugens (Melampsora spp.): manchas foliares e desfolha parcial.

7. Gestão cultural geral

Inclui a escolha de espécies e proveniências adaptadas ao clima local, instalação em solos bem drenados, manutenção de coberto vegetal controlado, rega moderada em viveiros, monitorização regular de pragas e doenças e práticas silvícolas que promovam arejamento e vigor das árvores. Em plantações comerciais, a gestão integrada é essencial para reduzir riscos de escolitídeos e doenças de solo.


Referências bibliográficas

  • Farjon, A. (2017). A Handbook of the World's Conifers. Brill.
  • Tjoelker, M. G., Boratyński, A., & Bugała, W. (2007). Biology and Ecology of Noble Firs. Springer.
  • Sinclair, W. A., & Lyon, H. H. (2005). Diseases of Trees and Shrubs. Cornell University Press.
  • Forestry Commission (UK). Silvicultural Guidelines for Conifer Species.

 

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